Hantavirose registra letalidade de 51% em São Paulo desde 2007

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 26/10/2026 18:00
Hantavirose registra letalidade de 51% em São Paulo desde 2007

Foto: via Portal ABC do ABC

A hantavirose apresenta um índice de mortalidade alarmante no território paulista. A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) confirmou que a infecção registra uma taxa de letalidade de aproximadamente 51%. O levantamento histórico aponta 199 casos e 101 óbitos acumulados no estado desde 2007. Apenas nos primeiros nove meses de 2026, as autoridades sanitárias registraram quatro infecções confirmadas, com um paciente morto. O cenário exige investigação epidemiológica imediata a cada nova suspeita notificada nos serviços de urgência.

Essa zoonose viral grave entra no organismo humano principalmente pela inalação de poeira contaminada. Roedores silvestres infectados liberam o patógeno na urina, nas fezes e na saliva. O contato humano com essas partículas desencadeia a hantavirose, que evolui rapidamente para a Síndrome Cardiopulmonar. Os pacientes infectados sofrem forte comprometimento do sistema respiratório e problemas cardíacos severos. O agravamento do quadro clínico ocorre em poucas horas ou dias, exigindo internação e suporte avançado de vida.

A febre alta repentina, acompanhada de dores musculares intensas e falta de ar, representa o principal sinal de alerta. Náuseas, vômitos e dor abdominal também integram o quadro clínico inicial. Pessoas expostas a ambientes rurais ou galpões precisam comunicar imediatamente o médico sobre o histórico de visitas. "A identificação precoce é fundamental para a avaliação clínica e o início oportuno dos cuidados necessários", orienta a diretriz técnica da SES-SP. O protocolo estadual aciona as equipes de vigilância epidemiológica e ambiental para o rastreio da área de infecção.

O bloqueio do contato com ratos do mato e suas excreções continua sendo a barreira mais eficiente contra a hantavirose. Moradores de sítios, chácaras e áreas rurais precisam manter espaços sempre limpos. As famílias devem evitar acúmulos de entulho e guardar alimentos em potes herméticos para afastar as pragas. A higienização de paióis e depósitos fechados exige cuidado redobrado. Fica estritamente proibido varrer o chão a seco nesses locais. A ventilação ampla do espaço e o uso obrigatório de luvas e máscaras impedem a aspiração das partículas virais suspensas. A umidificação prévia das superfícies antes da faxina pesada reduz drasticamente a dispersão da poeira contaminada no ar.

Manter a vigilância ambiental ativa e buscar os postos de saúde nos primeiros sinais de febre determinam as chances de sobrevivência contra a hantavirose.

Com informacoes de Portal ABC do ABC.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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