Gilmar Mendes propõe a Fachin vedar delegados da PF em gabinetes do STF

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 03/09/2026 17:20
Gilmar Mendes propõe a Fachin vedar delegados da PF em gabinetes do STF

Foto: via G1

Na quinta-feira (3), o ministro Gilmar Mendes apresentou ao presidente da Corte, Luiz Edson Fachin, uma proposta para proibir a permanência de delegados da Polícia Federal nos gabinetes dos ministros do Supremo Tribunal Federal, argumentando que tais gabinetes estariam se transformando em delegacias de polícia.

Segundo informações divulgadas pela Folha de S.Paulo e confirmadas por um blog especializado, a sugestão de Gilmar visa impedir que delegados atuem como servidores cedidos nas equipes ministeriais.

Atualmente, o ministro André Mendonça conta com dois delegados da PF em seu gabinete, enquanto Alexandre de Moraes também tem dois delegados e Luiz Fux possui um delegado.

A possível retirada dos delegados foi apontada como um dos gatilhos do embate entre André Mendonça e o diretor‑geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, que teria interpretado a medida como tentativa de interferir nas investigações em curso.

Críticos da presença de delegados nos gabinetes alegam que eles podem influenciar o ritmo das apurações, sendo a supervisão dos inquéritos responsabilidade exclusiva dos ministros do STF.

Gilmar Mendes esteve, na terça-feira (1), em reunião com o presidente Luiz Inácio Lula para discutir a chamada “crise Master”, que também afeta a Polícia Federal. Na mesma ocasião, Lula conversou com Edson Fachin para avaliar a gravidade da crise dentro do Supremo.

Em paralelo, o ministro André Mendonça retirou o sigilo de um relatório da PF que trata de mensagens trocadas entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, após críticas por ter solicitado parecer da Procuradoria‑Geral da República sobre o documento elaborado pelos investigadores.

O relatório da Polícia Federal confirma que o destinatário das mensagens era, de fato, o ministro Moraes. Mendonça deverá levar o relatório ao plenário físico do STF, onde os colegas decidirão se abrem investigação sobre a troca de mensagens.

A Procuradoria‑Geral da República respondeu ao relator do caso Master, considerando o procedimento nulo, ao afirmar que apenas a Polícia Federal e o Ministério Público podem solicitar investigação contra um ministro do STF, devendo a medida ser aprovada pelo plenário da Corte.

O presidente Lula deve, em breve, emitir declarações reconhecendo o clima de crise, defendendo reformas no Judiciário e na política, e afirmando que ninguém está “acima da lei”, sem citar diretamente o ministro Alexandre de Moraes.

Com informacoes de G1.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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