Gabriela Prioli publica vídeo elogiando políticas públicas e indica intenção de voto no segundo turno presidencial
Gabriela Prioli, advogada, influenciadora digital e apresentadora de TV, postou nesta semana um vídeo de três minutos em seu perfil no Instagram no qual lista políticas públicas que considera positivas, sem citar explicitamente o governo do PT ou Luiz Inácio Lula da Silva, mas cujos argumentos remetem ao discurso da atual campanha presidencial.
No material, a influenciadora destaca, entre outros pontos, a retirada do Brasil do mapa da fome, a necessidade de presença estatal na saúde, educação e moradia, a importância de promover amor e reduzir discursos agressivos, e a defesa de discordar em paz sem transformar o outro em inimigo. Ela encerra afirmando ter clareza sobre a escolha que fará no segundo turno da disputa presidencial e provoca o público com a pergunta: "E não é curioso que, assistindo a esse vídeo, você já saiba qual ela é?".
O vídeo surge após outro conteúdo publicado por Prioli em abril de 2025, quando se debatia a compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). Na ocasião, a influenciadora questionou que dúvidas sobre a "confiabilidade" do Master poderiam ser usadas para desvalorizar a negociação, e negou ter firmado contrato direto com a instituição para defendê‑la.
Investigações da Polícia Federal, divulgadas pelo Poder360, revelaram que, em 2024, a operação "Compliance Zero" prendeu Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, acusado de envolvimento em suposta fraude de dezenas de bilhões de reais que culminou na liquidação extrajudicial da entidade.
Conversas extraídas do celular de Vorcaro, apreendido em novembro de 2025, mostram intercâmbio com a equipe de marketing do Master sobre a contratação de Prioli via agência. Em 5 de abril de 2025, a representante de marketing escreveu a Vorcaro: "A conversa com a Prioli foi excelente. Estamos finalizando o roteiro do post — ela é firme, tem opiniões claras. O contrato está assinado por 12 meses". Vorcaro respondeu: "Ela vai ser bombardeada por gente do mercado, tem que cuidar de perto".
Em seguida, a mesma equipe informou que Prioli preferia não ter contato direto com o banco, optando por um contrato intermediado por agência para evitar vínculo direto: "Disse estar acostumada. O que ela não quer é contato direto com o banco. Porque não fechamos publi. É opinião dela. Tanto que o contrato fechamos via uma agência pra não ter Master". Vorcaro comemorou a estratégia e pediu sigilo: "Grande estratégia. Essa pegou na veia. Não vamos falar ninguém".
Outras mensagens de Vorcaro, datadas de 18 de abril de 2025, sugerem a intenção de usar Prioli para comentar sobre CDBs do Master, apontando supostos boatos e desinformação que poderiam prejudicar investidores: "Agora acho que podíamos ter um vídeo da Prioli falando da questão dos CDBs, que pessoal está vendendo com deságio e perdendo dinheiro à toa. Que, além do banco estar bem, ainda que em caso de problema tudo continua garantido pelo FGC. Que boatos, mídias e informações não precisas no final do dia fazem quem não tem conhecimento perder dinheiro e espertos do mercado comprando e se aproveitando para ganhar". A resposta de Prioli, segundo o registro, seria sobre evitar decisões baseadas em mídia, abordando o tema de fake news.
Esses trechos de comunicação, somados ao vídeo recente, reacendem o debate sobre a influência de personalidades digitais em campanhas eleitorais e a transparência de acordos comerciais entre influenciadores e instituições financeiras.
Com informacoes de Poder360.

