Flávio Bolsonaro: filhas irão cuidar dele na velhice
Na última quarta-feira (5), o pré-candidato à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), declarou que teve duas filhas mulheres para que elas cuidem dele na velhice. Flávio é pai de duas meninas adolescentes, uma de 14 e outra de 12 anos, junto com sua esposa, a dentista Fernanda Bolsonaro.
Ele usou essa declaração para justificar que o país precisa dar mais atenção ao trabalho feminino em casa, que não é remunerado, como o de cuidar de filhos, da casa ou idosos. De acordo com Flávio, 8,5% do PIB seria estimado se as mulheres fossem remuneradas por essas tarefas.
Essa fala ocorreu durante o evento em que Flávio anunciou o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como candidato a vice-presidente na chapa dele nas eleições deste ano. A escolha de Alfredo Gaspar pode ser vista como uma tentativa de Flávio Bolsonaro de atrair mais votos entre as mulheres, que representam 52,8% do eleitorado.
É importante lembrar que, como já mostramos, a campanha de Flávio Bolsonaro passou as últimas semanas em busca de uma mulher para compor a chapa. No entanto, após o anúncio de neutralidade dos respectivos partidos, elas acabaram barradas.
No evento, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) e a ex-presidente da Caixa Daniella Marques, filiada ao Republicanos, fizeram breves pronunciamentos em defesa da candidatura de Flávio. Tereza Cristina agradeceu o convite para ser vice, mas disse que não pode aceitar por questões partidárias.
Daniella Marques, por sua vez, falou da importância do desenvolvimento de políticas voltadas para a defesa das mulheres. Segundo ela, a escolha de um homem como vice não afasta o eleitorado feminino, pois as mulheres votam em valores.
Flávio Bolsonaro também ressaltou que Michelle Bolsonaro (PL) "vai vencer" a disputa para o Senado, para representar o Distrito Federal. A ausência de Michelle no evento foi justificada pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que disse que ela está "cuidando" de Jair Bolsonaro, que segue em prisão domiciliar.
Com informacoes de G1 Política.

