EUA negam interferência nas eleições brasileiras após missão diplomática ser barrada
O Departamento de Estado dos EUA negou que sua missão diplomática ao Brasil buscasse interferir nas eleições de 4 de outubro. A negativa de vistos ocorreu para Riley M. Barnes e Samuel Samson, que tinham viagem prevista a Brasília de 27 a 30 de julho.
Os diplomatas eram responsáveis por questionar a integridade eleitoral brasileira, de acordo com uma reportagem. O governo do Brasil considerou o caráter da missão 'inusitado' e barrou as entradas.
Assessores presidenciais avaliaram que a missão de Marco Rubio visava desacreditar as urnas eletrônicas. Flávio Bolsonaro reuniu-se com representantes de 40 países para tratar do sistema.
Ministros do Supremo Tribunal Federal classificaram a iniciativa americana como 'escandalosa'. Magistrados defendem que o Tribunal Superior Eleitoral reaja à tentativa de envio dos diplomatas.
Um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA afirmou que a missão de diplomatas americanos prevista para o Brasil não tinha o objetivo de interferir nas eleições brasileiras. A manifestação foi divulgada após o Itamaraty negar os vistos de entrada de dois integrantes da pasta.
A agenda incluiria reuniões com integrantes do governo, líderes religiosos e representantes da sociedade civil para discutir 'integridade eleitoral, liberdade religiosa e liberdade de expressão'.
Riley M. Barnes é secretário-assistente do Escritório de Democracia, Direitos Humanos e Trabalho (DRL), uma divisão do Departamento de Estado responsável por promover políticas ligadas à democracia, aos direitos humanos, à liberdade de expressão, ao fortalecimento da sociedade civil e aos direitos trabalhistas reconhecidos internacionalmente.
Com informacoes de G1.

