Especialista detalha tratamento da diástase pós‑parto e tecnologias usadas por Lore Improta
A diástase pós‑parto deixa o abdômen com aspecto inchado e flácido, além de provocar dor lombar, fraqueza do core e até incontinência urinária. Por isso, o problema vai muito além da estética e requer tratamento que inclua pele, gordura, músculo e fáscia.
Em entrevista ao Metrópoles, o ginecologista especializado em saúde regenerativa e estética, Dr. Fábio Denardin, descreve a recuperação como um processo em camadas. “A diástase não se resume ao músculo que se separou; a pele perde tonicidade, a fáscia fica frouxa e a musculatura profunda perde força. Não basta fazer apenas abdominal; tratamos o abdômen de dentro para fora, usando tecnologias que regeneram o tecido e devolvem a função”, afirma.
Uma das ferramentas citadas é o ultrassom, que cria pontos de coagulação capazes de estimular a retração da pele e a produção de colágeno novo, gerando um efeito lifting sem incisões. Denardin o descreve como um “corset interno”, que recoloca a pele sobre a musculatura e melhora drasticamente a pele fina e enrugada que costuma aparecer após a gestação.
Outra tecnologia empregada é o Morpheus, que combina microagulhas com radiofrequência. O método trata estrias e flacidez profunda, além de melhorar a qualidade da pele abdominal, sendo indicado para quem sofreu estiramento intenso durante a gravidez. “A diástase deixa a pele com estrias e baixa qualidade de colágeno. O Morpheus reconstrói a arquitetura da pele por dentro, deixando o abdômen mais firme e liso”, explica o especialista.
O terceiro recurso mencionado é o campo eletromagnético de alta intensidade associado à radiofrequência. Essa combinação promove contrações musculares supramáximas – o equivalente a 20 mil abdominais em 30 minutos – e atua simultaneamente na gordura localizada. “Essa tecnologia fecha a diástase funcionalmente. Ela não só fortalece o reto abdominal, mas reativa o transverso, que funciona como uma cinta natural. É o único aparelho que realmente devolve força para a paciente segurar o abdômen, melhorando postura e até a perda urinária”, completa Denardin.
Lore Improta, que tem compartilhado sua jornada pós‑parto nas redes sociais, gravou stories no Instagram mostrando a barriga três meses após o parto de Levi e comentando que “melhorou bastante”. Ela também desabafou sobre a dor da cesárea, revelou imagens usando óculos escuros e vestido branco, e destacou a importância de expor a realidade sem vergonha.
Denardin elogia a postura de Lore, ressaltando que “o abdômen sarado no pós‑parto não vem de milagre, mas de diagnóstico correto e da associação inteligente de tecnologia, atividade física e saúde regenerativa”. O médico reforça que o protocolo deve ser individualizado, prescrito por profissional especializado, e que as tecnologias citadas têm contraindicações durante a amamentação, exigindo avaliação caso a caso.
Com informacoes de Metrópoles.

