Dois dos trabalhos mais longos do futebol brasileiro chegam ao fim no mesmo dia; veja ranking atualizado
Na mesma quarta‑feira, Hélio e Guilherme dos Anjos foram desligados do Náutico após 526 dias à frente da equipe, enquanto Eduardo Baptista encerrou sua trajetória de aproximadamente 503 dias no Criciúma, marcando o fim de dois dos trabalhos mais duradouros do futebol brasileiro na Série B.
A dupla chegou ao Náutico em 15 de abril de 2025, ainda durante a disputa da Série C. O período de 1 ano e 5 meses resultou em 66 partidas comandadas, com 29 vitórias, 17 empates e 20 derrotas, gerando um aproveitamento de 52,5%.
Eduardo Baptista assumiu o Criciúma em 8 de maio de 2025; sua estreia ocorreu em 11 de maio, com empate sem gols (0 a 0) contra o Volta Redonda. Até a partida contra o Operário‑PR, na terça‑feira, passaram‑se cerca de 1 ano e 4 meses, totalizando 74 jogos dirigidos.
Ambas as saídas acontecem na reta final da Série B, com o Náutico lutando pela permanência e o Criciúma buscando o acesso. Os clubes precisam se reorganizar rapidamente; o Criciúma já anunciou a contratação de Umberto Louzer.
No Náutico, o término do trabalho foi motivado por desgaste entre comissão técnica, elenco e diretoria, agravado pela queda de rendimento. No Criciúma, a saída se deu porque Eduardo Baptista optou por assumir o Internacional, surpreendendo a direção catarinense.
De acordo com levantamento do Gato Mestre, os trabalhos de Hélio e Eduardo Baptista eram o quinto e o sexto mais longevos do Brasil entre as Séries A, B e C. O top‑5 atualizado de treinadores mais antigos ficou assim:
1. Abel Ferreira — Palmeiras — desde novembro de 2020 (dia 03) — Série A
2. Rogério Ceni — Bahia — desde setembro de 2023 (dia 09) — Série A
3. Leston Júnior — Floresta‑CE — desde março de 2025 (dia 06) — Série C
4. Rafael Guanaes — Mirassol — desde março de 2025 (dia 13) — Série A
5. Odair Hellmann — Athletico‑PR — desde maio de 2025 (dia 21) — Série A
Atualmente, o técnico Eduardo Barros é o mais longevo entre os treinadores da Série B, tendo chegado ao Cuiabá em 11 de agosto de 2025. Em seguida, está Enderson Moreira, que assumiu o Novorizontino em 26 de agosto de 2024.
A saída de Hélio e Guilherme foi consequência de um processo de desgaste com elenco e diretoria que se intensificou na reta final da competição. O Náutico, após conquistar o acesso à Série B em 2025 e terminar o Campeonato Pernambucano de 2026 como vice‑campeão, perdeu rendimento na segunda metade da Série B. A derrota por 3 a 0 para o Cuiabá, na segunda‑feira, deixou a equipe na 14ª colocação com 38 pontos, oito acima do Avaí, primeiro clube dentro da zona de rebaixamento. A demissão ocorreu em uma semana delicada, pois o Náutico receberá o Sport no próximo sábado, nos Aflitos, pelo clássico dos clássicos, exigindo preparação sob novo comando.
No Criciúma, o contexto também terminou em ruptura decisiva. Baptista chegou a colocar o time na liderança da competição, mas perdeu força no segundo turno. Após 29 rodadas, o clube ocupava a sexta posição com 47 pontos. A derrota por 2 a 0 para o Operário‑PR, na terça‑feira, foi a última partida de Baptista à frente da equipe.
O nome de Eduardo Baptista surgiu como solução para o Internacional, que havia demitido Paulo Pezzolano no domingo e buscava um treinador para as dez rodadas finais da Série A. A negociação foi turbulenta: após a derrota para o Operário‑PR, Baptista declarou em coletiva que não havia recebido proposta do Inter e que seu foco permanecia no Criciúma, embora o acordo com o clube gaúcho estivesse em andamento desde o domingo.
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Com informacoes de ge.

