Dividendo será parte da estratégia da Prio, afirma presidente Monteiro

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 06/11/2026 05:30
Dividendo será parte da estratégia da Prio, afirma presidente Monteiro

Foto: via Valor Econômico

Roberto Monteiro, presidente da Prio, afirmou que o dividendo será parte da equação, sem sombra de dúvidas, e que a companhia provavelmente incorporará o pagamento de dividendos de forma mais firme em sua política de alocação de capital.

Ao ser questionado sobre a probabilidade de remuneração aos investidores com base nos resultados deste ano, Monteiro não descartou completamente a possibilidade, mas explicou que a conversa deve acontecer sobre os resultados do próximo ano, indicando que o passo mais lógico seria concluir o exercício e então discutir o assunto.

Monteiro detalhou que a dívida líquida da Prio terminou o terceiro trimestre em US$ 3,46 bilhões e deve subir para cerca de US$ 3,95 bilhões com o pagamento, no quarto trimestre, da última parcela da aquisição dos 20 % restantes da participação no campo de Peregrino, na Bacia de Campos. Contudo, com a geração de caixa esperada, a dívida líquida deverá encerrar o ano abaixo de US$ 3,8 bilhões.

Ele ressaltou que a política interna da companhia, ainda não divulgada, prevê discussão sobre dividendos uma vez por ano, e que provavelmente haverá um movimento nesse sentido ao final do exercício.

Monteiro garantiu que a empresa continuará recomprando ações, desalavancando e pretende chegar a US$ 3,8 bilhões de dívida líquida ou menos até o fim do ano, momento em que o conselho decidirá sobre a possibilidade de pagamento de dividendos.

A Prio está estruturada para entregar uma produção de aproximadamente 200 mil barris de óleo equivalente por dia (BOE/d) ao longo do tempo, e a estratégia operacional atual permite manter esse patamar até meados de 2028.

O custo anual estimado para manter a produção em torno de 200 mil BOE/d é de US$ 550 milhões, abrangendo a perfuração de novos poços e a manutenção de equipamentos.

Para o próximo ano, a empresa planeja perfurar cinco poços em Peregrino, em águas rasas, e cinco poços em Frade, em águas profundas, ambos na Bacia de Campos, garantindo a produção de 200 mil BOE/d para 2027 mesmo que as licenças ambientais para perfuração em Albacora Leste, também na Bacia de Campos, não sejam concedidas.

Monteiro acrescentou que, caso a licença de Albacora seja obtida, a Prio poderá perfurar mais poços e alcançar uma produção ligeiramente superior, mantendo o patamar desejado até meados de 2028, com perspectiva de estender esse nível por um período mais longo a partir do próximo ano.

Com informacoes de Valor Econômico.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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