Desgastes com países parceiros ganham novos contornos com a proximidade da eleição no Brasil
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem buscado ampliar o diálogo com outros países e mostrar que o Brasil não está isolado no cenário global. Nos últimos meses, o presidente Lula tem telefonado para diferentes chefes de Estado, como Xi Jinping, da China, e Vladimir Putin, da Rússia.
Segundo interlocutores do Palácio do Planalto, novas conversas com presidentes podem ocorrer nas próximas semanas. Desde julho, outros líderes também buscaram Lula para tratar de temas bilaterais. As conversas incluem encontros com Gustavo Petro, presidente da Colômbia, Vladimir Putin, presidente da Rússia, Xi Jinping, presidente da China, e Santiago Peña, presidente do Paraguai.
Lula também tem sinalizado o interesse de conversar por telefone com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em meio aos recentes atritos entre Brasil e Estados Unidos. Além do novo tarifaço, a crise se agravou com a mudança no status do visto da embaixadora brasileira nos EUA.
As recentes crises colocaram sob pressão a estratégia diplomática adotada pelo presidente em diferentes mandatos. A especialista Carolina Pavese destaca que esses conflitos internacionais contribuem para a polarização da política doméstica.
Em setembro, pautas como mudanças climáticas e defesa do multilateralismo devem ganhar destaque na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. O presidente Lula deve participar do encontro.
Com os Estados Unidos, a crise também se agravou nos últimos meses. Além do aumento das tarifas sobre produtos brasileiros, o governo de Donald Trump revogou o visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti.
A relação com a Argentina passou por uma nova crise nas últimas semanas. Após uma série de declarações de Javier Milei contra Lula, o governo brasileiro decidiu rebaixar o nível de relações diplomáticas com o país.
Com informacoes de G1.

