Deputado Nikolas Ferreira lança 1º episódio da série "O Dossiê Lulinha" e retoma investigação da GameCorp

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 07/09/2026 12:20
Deputado Nikolas Ferreira lança 1º episódio da série "O Dossiê Lulinha" e retoma investigação da GameCorp

Foto: via Poder360

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) publicou neste domingo, 6 de setembro de 2026, o primeiro episódio de uma série de vídeos intitulada "O Dossiê Lulinha – EP 01: O Ronaldinho dos Negócios". O material traz a trajetória empresarial de Fábio Luiz Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e retoma uma investigação da Operação Lava Jato sobre repasses do grupo Oi/Telemar a empresas ligadas à GameCorp.

No episódio, Nikolas volta ao ano de 2004, quando Lulinha fundou a GameCorp, empresa voltada ao desenvolvimento de conteúdo para televisão por assinatura, telefonia e internet. Segundo o deputado, o filho do presidente decidiu ingressar no setor de tecnologia e entretenimento.

A série terá sete capítulos, que, segundo o parlamentar, apresentarão personagens, empresas e episódios relacionados aos negócios de Lulinha e às relações empresariais com o governo federal. Nikolas é aliado do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, que tem usado críticas contra Lulinha como parte central de sua estratégia eleitoral.

Na época da fundação da GameCorp, a então Tele­mar – posteriormente incorporada pela Oi – investiu na empresa. O deputado utiliza esse ponto de partida para abordar uma investigação da Lava Jato aberta em 2019, que buscava apurar repasses do grupo Oi/Telemar a empresas ligadas ao grupo GameCorp. De acordo com informações citadas na investigação, os repasses teriam totalizado R$ 132 milhões entre 2004 e 2016, sendo que a Oi/Telemar seria responsável por 74% dos recebimentos da GameCorp.

O Ministério Público Federal levantou suspeitas de pagamentos sem justificativa econômica compatível e de serviços que não teriam sido efetivamente prestados. As apurações também buscaram verificar possíveis relações entre os pagamentos e outros negócios envolvendo pessoas próximas a Lula. Nikolas menciona ainda que o repasse milionário teria sido usado para a compra de um sítio em Atibaia (SP).

O deputado ressalta que o presidente Lula não foi condenado nesse caso, mas destaca que as investigações foram posteriormente atingidas por decisões judiciais. Em 2022, a investigação foi arquivada após decisões do Supremo Tribunal Federal que invalidaram provas utilizadas no processo. Sem esse material, o Ministério Público considerou que não havia elementos suficientes para dar continuidade à apuração.

Nikolas reconhece que as principais investigações foram anuladas ou arquivadas pela Justiça, após decisões que declararam a incompetência da 13ª Vara Federal de Curitiba e a ausência de provas válidas. Apesar do encerramento judicial, o parlamentar afirma que o fechamento do caso não elimina as questões levantadas durante as investigações e que o histórico empresarial de Lulinha continua relevante para o debate político.

No encerramento do episódio, o deputado relaciona as antigas investigações envolvendo a GameCorp a apurações mais recentes sobre empresas interessadas em fazer negócios com o governo, afirmando: "Só mudou o nome do elenco. O que houve foi a não utilização de provas e, sem elas, o arquivamento. Legalmente, acabou. Politicamente, as perguntas ficaram. E você vai entender por que isso importa. Porque mais de 20 anos depois da criação da GameCorp, o nome Lulinha voltou para uma investigação sobre empresas querendo fazer negócios com o governo. Só mudou o nome".

Aos 30 segundos do final do vídeo, aparece a frase: "De Pai pra Filho. O lado oculto do dinheiro".

O advogado de Fábio Luiz Lula da Silva, Marcos Aurélio de Carvalho, classificou o vídeo como tentativa de desviar o debate político, acusando Nikolas Ferreira de "manipular dados da realidade" para caluniar, difamar e injuriar adversários. Em sua declaração, o advogado descreveu o deputado como "mestre em táticas diversionistas" e criticou a estratégia como "uma velha receita de uma extrema direita raivosa e muito atrasada".

Com informacoes de Poder360.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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