Danielle Winits fala sobre violência contra a mulher ao lançar "Eu Não Era Louca, Era Casada"

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 06/10/2026 21:00
Danielle Winits fala sobre violência contra a mulher ao lançar "Eu Não Era Louca, Era Casada"

Foto: via UOL

A coletiva de lançamento da novela vertical "Eu Não Era Louca, Era Casada", estreada hoje no Globoplay, contou com a presença da atriz Danielle Winits, que interpreta a psiquiatra Regina, responsável por acompanhar a saúde da protagonista Beatriz, vivida por Fernanda Rodrigues.

Durante a entrevista, Winits afirmou que, como mulher, já sofreu “vários tipos de violência” e ressaltou a necessidade de inserir esse tema na dramaturgia para que o público reconheça situações de abuso. “O gaslighting é parte integrante da violência contra a mulher e necessita estar dentro do contexto da dramaturgia. Eu acho que a gente está oferecendo um serviço dentro desse trabalho, porque é no meio do caminho que as pessoas podem consumir e refletir”, declarou.

A trama, escrita por Ecila Pedroso, é um thriller psicológico que explora o gaslighting – abuso em que o agressor manipula informações para fazer a vítima duvidar de sua própria memória e sanidade. No centro da história está a galerista bem‑sucedida Beatriz, cuja rotina é abalada por acontecimentos inexplicáveis envolvendo seu marido Vítor, interpretado por Ricardo Pereira.

Além de Beatriz e Vítor, a novela apresenta a filha de Beatriz, Lúcia (Barbara Reis), e o pai Horácio (Ilvio Amaral), que tenta proteger a filha apesar de limitações físicas, usando predominantemente linguagem não verbal. Na clínica, o enfermeiro Gabriel (Daniel Rocha) destaca‑se ao perceber incoerências na avaliação médica da paciente e adota postura investigativa.

“Fico feliz que seja no formato vertical. A pessoa que está no transporte público pode assistir e pensar em sua própria vida”, afirmou Winits, que retorna às novelas após sua última participação em “Amor à Vida” (2013). A produção conta com 50 episódios de até três minutos cada, sendo os sete primeiros capítulos disponibilizados gratuitamente para quem não é assinante.

Winits acrescentou que o trabalho tem contribuído para sua própria cura: “Eu me curo ao longo do tempo devido a tantas violências que já sofri. Me sinto mais curada com esse trabalho”.

Com informacoes de UOL.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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