Gaslighting ganha destaque na nova novelinha Eu Não Era Louca, Era Casada, do Globoplay

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 02/10/2026 01:20
Gaslighting ganha destaque na nova novelinha Eu Não Era Louca, Era Casada, do Globoplay

Foto: via Gshow

"Eu Não Era Louca, Era Casada" é a nova novelinha lançada pelo Globoplay, criada e escrita por Ecila Pedroso, que estreou em 6/10 e reúne um elenco estrelado, com Fernanda Rodrigues, Ricardo Pereira, Barbara Reis, Daniel Rocha e Danielle Winits.

Na série, Beatriz (Fernanda Rodrigues) é uma galerista bem‑sucedida que começa a vivenciar situações difíceis de explicar e lembranças confusas, levando‑a a questionar a própria sanidade. Aos poucos, ela percebe que sua vida está sendo cercada por acontecimentos que a fazem duvidar de sua própria memória e percepção da realidade.

Por trás desse cenário está Vitor (Ricardo Pereira), marido da protagonista, que conta com a ajuda da amante Lúcia (Bárbara Reis) para colocar em prática um plano de enlouquecer a esposa, caracterizando o fenômeno conhecido como gaslighting.

O termo gaslighting surgiu a partir do filme "Gaslight" (À Meia‑Luz), de 1944, no qual um homem manipula a esposa a ponto de fazê‑la questionar a própria sanidade. Na vida real, a expressão passou a descrever um tipo de manipulação psicológica em que o abusador distorce, nega ou inventa situações para fazer a vítima duvidar da própria percepção da realidade e até das próprias memórias.

Na prática, quando a vítima questiona algo que viu ou vivenciou, pode ouvir que está “imaginando coisas” ou que sua memória está errada. O abusador também pode apresentar os acontecimentos de maneira completamente diferente e, ao ser confrontado, mudar o foco da conversa e responsabilizar a própria vítima pelo conflito.

Com a repetição desse padrão, a pessoa pode perder a confiança em suas próprias percepções e passar a depender cada vez mais do abusador para validar o que é real. Entre as possíveis consequências estão baixa autoestima, confusão, sensação de impotência e isolamento, além de quadros de ansiedade e depressão.

A manipulação não está restrita a relacionamentos amorosos; pode acontecer entre familiares, amigos e colegas de trabalho.

O gaslighting é associado à violência psicológica, considerada crime no Brasil pelo artigo 147‑B do Código Penal, com pena de seis meses a dois anos. Desde 2025, a punição pode ser aumentada pela metade quando o crime envolve o uso de inteligência artificial ou outro recurso tecnológico que altere imagem ou som da vítima.

Com informacoes de Gshow.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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