Cursor identifica extensão falsa do Claude Code que pode ter afetado até 5 mil usuários

Por Theodoro Augusto Martins em Rio Verde, GO 30/10/2026 20:00
Cursor identifica extensão falsa do Claude Code que pode ter afetado até 5 mil usuários

Foto: via Tecnoblog

A Cursor, responsável pelo editor de código de mesmo nome, identificou e removeu uma versão adulterada da extensão Claude Code, da Anthropic, que pode ter afetado até 5 mil usuários. O pacote malicioso tentava coletar informações do computador e instalar um backdoor por SSH para permitir acesso remoto à máquina.

A versão corrompida, Anthropic.claude-code 2.1.313, ficou disponível no marketplace de extensões da plataforma entre 6h27 e 17h35 do dia 29 de outubro, no horário de Brasília. Após identificar o incidente, a empresa, que pertence à SpaceX, de Elon Musk, retirou a extensão do ar e chegou a suspender temporariamente o marketplace. Segundo a companhia, não há evidências de adulteração em outros pacotes. A Cursor também reconstruiu o marketplace antes de colocá-lo novamente no ar.

Usuários potencialmente afetados pelo problema devem ser contatados diretamente pela plataforma. A recomendação é que verifiquem suas máquinas em busca da chave svc-telemetry adicionada pelo malware.

Segundo o alerta publicado pela Cursor, a versão maliciosa não foi criada pela Anthropic, mas se passava pelo pacote do Claude Code contendo um código que comprometia a máquina de quem a instalasse. Depois da instalação, o programa coletava informações como nome do usuário e do computador, sistema operacional, arquitetura do processador, diretórios de trabalho, e-mail do Git e endereço IP.

Em seguida, a extensão tentava adicionar ao computador uma chave SSH controlada pelo invasor, identificada como svc-telemetry, para criar uma porta de entrada que pudesse ser usada posteriormente. Usando a mesma chave, o malware procurava estabelecer um túnel reverso até um servidor externo, o que permitiria acessar a máquina remotamente. Para manter esse acesso mesmo após uma reinicialização, o código ainda instalava mecanismos de persistência no Windows e no macOS. As rotinas eram programadas para tentar restabelecer a conexão aproximadamente a cada 60 segundos. Parte das informações coletadas e o estado da conexão com o servidor também eram enviados à infraestrutura controlada pelo invasor.

A tentativa de acesso remoto, porém, não funcionou como planejado na maior parte dos computadores. Segundo a plataforma, o código continha erros e dependia de permissões elevadas para ativar o serviço SSH. Dessa forma, o risco era maior apenas em máquinas que deram permissões de administrador ou root ao Cursor. Mesmo nesses casos, a empresa recomenda que qualquer pessoa que tenha instalado a versão comprometida faça uma verificação completa do sistema. A orientação vale para quem instalou ou atualizou a extensão para a versão 2.1.313 durante o período em que ela esteve disponível.

Vale lembrar que este não é o primeiro episódio recente envolvendo ferramentas de IA da Anthropic em nosso radar: no fim de outubro, usuários já haviam relatado que o Claude Opus 5.5 recusava tarefas de engenharia reversa em smart TVs e jogos. Desta vez, porém, o problema não está no modelo, mas em uma cópia falsificada de uma extensão distribuída por terceiros.

Com informacoes de Tecnoblog.

Theodoro Augusto Martins

Sobre o Autor: Theodoro Augusto Martins

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