Crise Diplomática: Aliada de Milei Defende Presidente Argentino e Pede Cautela
A senadora Patricia Bullrich, aliada do presidente Javier Milei e ex-ministra da Segurança, defendeu o líder argentino no contexto da crise diplomática com o Brasil em discurso nesta quinta-feira. Ao mesmo tempo, fez um apelo ao presidente Lula para que o embaixador brasileiro volte a Buenos Aires.
A declaração foi feita dois dias após o Brasil rebaixar as relações diplomáticas com a Argentina. Na terça-feira, o Itamaraty informou que manterá no país o embaixador Julio Bitelli, que atuava em Buenos Aires, enquanto Milei mantiver ataques ao governo brasileiro.
No Senado, Bullrich afirmou que Milei tem o direito de apoiar quem quiser nas eleições presidenciais brasileiras e acusou Lula de interferir nas eleições de outros países latino-americanos, incluindo a Argentina, em 2023. Ao mesmo tempo, a senadora tentou se distanciar do tom adotado por Milei, que chamou Lula de 'presidiário', 'ladrão' e 'corrupto'.
'Eu tenho minhas razões para pensar que com o vocabulário sempre temos que tomar cuidado. E acredito que hoje estamos trabalhando forte em muitas frentes com o Brasil, e isso vai continuar', afirmou Bullrich. Em seguida, ela fez um apelo ao governo brasileiro para restabelecer as relações diplomáticas com a Argentina no mais alto nível.
'Eu peço ao presidente Lula e ao Brasil que volte o embaixador Bitelli à Argentina. Isso é o que nós queremos: que se separe a política das relações institucionais e estratégicas que Argentina e Brasil sempre mantiveram', afirmou Bullrich.
A crise entre Brasil e Argentina começou após a presença de Javier Milei na convenção nacional do PL, em São Paulo, que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência, em 25 de julho. Durante o evento, o presidente argentino chamou Lula de 'presidiário'.
No dia seguinte, em entrevista a uma rádio argentina, Milei acusou o Brasil de liderar uma 'campanha anti-Argentina' durante a Copa do Mundo. O presidente argentino também afirmou que Lula enviou marqueteiros ao país para interferir nas eleições presidenciais de 2023 e apoiar o então candidato Sergio Massa, derrotado por Milei.
Após os primeiros ataques, o Itamaraty convocou o embaixador argentino em Brasília para manifestar o descontentamento do governo brasileiro. Ao mesmo tempo, chamou para consultas o embaixador brasileiro em Buenos Aires. Em nota, o governo classificou o episódio como 'sem precedentes'.
Com informacoes de G1.

