Conar determina que Motorola informe quantidade real de RAM em anúncios
O Conselho de Ética do Conar aprovou, por unanimidade, que a Motorola apresente de forma clara a quantidade real de memória RAM em seus anúncios, decisão tomada na sessão conjunta realizada nesta quinta-feira (24). O caso foi inicialmente divulgado pelo Tecnoblog e posteriormente confirmado pelo TecMundo.
A empresa respondeu que a medida exigida pelo Conar já foi adotada em suas campanhas "desde o início de agosto", ressaltando a importância de comunicar as especificações de memória de maneira clara e objetiva, e indicando que poderão ser avaliadas "ações adicionais" após a decisão.
A maioria dos modelos recentes da Motorola inclui um recurso de memória virtual denominado "RAM Boost", que utiliza parte do armazenamento interno como RAM suplementar. Essa funcionalidade auxilia na execução simultânea de vários aplicativos, sobretudo em aparelhos com RAM física limitada, embora a memória virtual seja consideravelmente mais lenta que a RAM física.
O TecMundo analisou as páginas de detalhes de alguns modelos e constatou a forma como a memória é apresentada nos materiais publicitários: Motorola Edge 70 Pro – o anúncio destaca até 24 GB de RAM, com uma linha especificando 12 GB de RAM física e 12 GB de RAM Boost Inteligente; Moto G47 – a RAM física destacada é de 4 GB, e uma linha abaixo menciona 8 GB disponíveis para Boost Inteligente; Motorola Edge 70 – são exibidos 8 GB de RAM física, com a possibilidade de soma de 16 GB virtuais indicada em linha subsequente; Motorola Signature – indica 12 GB de RAM física, com a possibilidade de acrescentar 12 GB de RAM virtual.
Nas notas de rodapé dos anúncios, a Motorola esclarece que o "RAM Boost Inteligente" não corresponde à memória RAM física. Na seção "Ficha técnica" de cada aparelho, a memória física e a virtual são listadas separadamente, frequentemente acompanhadas de um asterisco para sinalizar a diferença entre os componentes.
Vale destacar que a decisão do Conar não implica multa ou ordem de órgão regulador; o conselho é uma entidade não‑governamental que fiscaliza a ética publicitária no Brasil e registra denúncias de consumidores sobre propaganda enganosa. Em comunicado, a Motorola reafirmou seu compromisso com a transparência, afirmando que a alteração exigida já estava em vigor em seus próprios canais desde o início de agosto e que continuará adotando esse formato independentemente de outros fabricantes manterem o padrão anterior, ao mesmo tempo em que avalia possíveis medidas complementares.
Com informacoes de Estadão.

