Motorola tem decisão do Conar por inflar memória RAM em smartphones
A prática de somar memória RAM e memória RAM virtual foi considerada irregular pelo Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar). Desde o ano passado, a Motorola passou a apresentar as especificações de alguns de seus smartphones combinando a RAM física com a chamada RAM virtual, resultando em números “inflados”.
Na prática de mercado, a memória virtual costuma ser indicada em campo separado da ficha técnica, exatamente para evitar confusão ao consumidor. O caso do Edge 70 Pro ilustra bem a situação: a página oficial do modelo exibe “até 24 GB RAM” em destaque, mas, em texto menor, esclarece que são 12 GB de RAM física – adequado para um aparelho de alto padrão – e mais 12 GB de “RAM Boost Inteligente”.
Já o Moto G86 também anuncia 24 GB de RAM, porém apenas um terço desse total corresponde à memória física real, o restante sendo RAM virtual. A página da Motorola para o G86 promete 24 GB de memória RAM, conforme captura de tela divulgada por Thássius Veloso/Tecnoblog.
O Conar decidiu contra a Motorola na sessão realizada em 24/09, quando seu Conselho de Ética se reuniu e, por unanimidade, determinou que a fabricante deve mudar de conduta. A medida tem fundamento no Código de Autorregulamentação e foi aprovada em sessão conjunta da quinta e oitava câmaras da entidade.
Embora o Conar seja uma associação privada e suas decisões não tenham o mesmo peso de uma sentença judicial, elas são rigorosamente observadas pelo mercado publicitário, sendo seguidas por veículos de mídia, agências e marcas.
Com informacoes de Tecnoblog.

