Ciência Sem Fronteiras: novo programa prevê bolsas no exterior para vencedores de olimpíadas do ensino médio
A recriação do programa Ciência Sem Fronteiras foi anunciada como uma das promessas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante a campanha, com o objetivo de fortalecer a produção acadêmica brasileira por meio da mobilidade internacional.
No governo de Dilma Rousseff (PT), 104 mil estudantes de graduação e pós‑graduação foram contemplados com bolsas no exterior.
O novo modelo dará prioridade a áreas como inteligência artificial, Matemática e engenharias na graduação, conforme divulgado pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmado pelo O GLobo.
Uma novidade importante é a inclusão de alunos do ensino médio que venceram olimpíadas nacionais do conhecimento, como Matemática, que receberão bolsas para participar de etapas internacionais dessas competições.
Também serão contemplados estudantes de graduação em programas sanduíche nas áreas de engenharia, matemática aplicada, inteligência artificial e eficiência energética.
Além disso, estudantes ou pesquisadores de pós‑graduação (mestrado, doutorado e pós‑doutorado) terão bolsas sanduíche voltadas a temas de defesa, soberania, minerais críticos e terras raras.
Até o momento não há definição sobre quantos alunos serão atendidos nem o orçamento necessário para o programa.
Durante a campanha, o presidente Lula ainda prometeu universalizar o programa Pé‑de‑Meia e ampliar o acesso para estudantes universitários de baixa renda, o que pressiona ainda mais o orçamento da pasta, e ainda não está definido se a seleção das bolsas começará já no próximo ano.
O programa Ciência Sem Fronteiras foi lançado em 2011 pelo governo federal, com a meta inicial de conceder 101 mil bolsas de estudo no exterior até 2014, direcionadas a alunos de graduação e pós‑graduação, visando estreitar colaborações internacionais e incentivar a formação em áreas prioritárias como engenharia, tecnologia da informação, ciências exatas e ciências biomédicas.
Devido à sua escala, o projeto enfrentou desafios de sustentabilidade ao longo dos anos; a gestão de Michel Temer (MDB), sob comando de Mendonça Filho (União‑PE), considerou o programa extremamente dispendioso e alegou que ele não trouxe resultados por causa da deficiência em inglês dos brasileiros e da falta de diretrizes claras sobre o perfil dos estudantes a serem financiados.
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Com informacoes de O GLOBO.

