CEO da OpenAI alerta que excesso de RAM em PCs é prejudicial em meio à crise global de memória
Sam Altman, diretor executivo da OpenAI, manifestou uma visão controversa sobre a atual escassez de chips de memória DRAM, afirmando que os consumidores não precisam equipar seus computadores com grandes quantidades de RAM e que o foco deve ser direcionado aos data centers.
A declaração foi feita durante a entrevista ao podcast em vídeo Cheeky Pint, aproximadamente no minuto 28 da gravação, onde Altman também abordou temas como a aplicação da inteligência artificial na cibersegurança e recentes avanços em matemática.
Em suas palavras, “numa perspectiva de alocação global, é realmente lamentável que uma parcela significativa do suporte limitado de DRAM do planeta esteja armazenada em computadores pessoais e seja utilizada apenas 5% do tempo”. O executivo ressaltou que a escassez de componentes deveria ser mais temida pelas empresas de IA e provedores de serviços em nuvem, que dependem de infraestrutura robusta para atender à crescente demanda e manter suas receitas.
Altman explicou que “a maximização do uso da nuvem é essencial para lidar com um ambiente de oferta extremamente restrita, porém a intuição de muitas pessoas parece apontar para o contrário”. Essa perspectiva reflete a estratégia comercial da OpenAI, que consome grande volume de poder computacional em nuvem para oferecer seus serviços ao público.
A crise de oferta e demanda por chips de memória tem provocado uma série de efeitos colaterais no mercado consumidor. Fabricantes de PCs e smartphones já registram uma retração global de cerca de 20% nas vendas, enquanto o preço de eletrônicos novos, que dependem desses componentes mesmo para tarefas básicas, tem aumentado. Peças como placas‑mãe, embora não contenham DRAM diretamente, também sofrem com a escassez.
Devido à redução nas margens de lucro, muitas marcas estão optando por focar na comercialização de modelos premium, em detrimento de linhas de custo‑benefício, o que pode prejudicar o segmento de smartphones intermediários. O setor de consoles não está imune: as Steam Machines tiveram seus custos elevados além das previsões, e a próxima geração do PlayStation, o PlayStation 6 da Sony, também deve apresentar preços mais altos.
Especialistas das principais fabricantes de memória oferecem projeções distintas sobre a duração da crise. A SK Hynix indica que o desequilíbrio pode se estender até 2030, a Samsung aponta para 2028 como limite, enquanto a Micron alerta que a fase mais crítica ainda não foi alcançada.
Com informacoes de Estadão.

