Celular e óculos inteligentes: o que pode e o que não pode na cabine de votação nas Eleições 2026
Com as Eleições 2026, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reforça uma regra essencial para garantir o sigilo do voto: celulares e outros dispositivos eletrônicos que possam registrar, transmitir ou divulgar a escolha do eleitor não podem ser levados para dentro da cabine de votação. A norma já valeu para o 1º turno, realizado no último dia 4, e também vale para o segundo turno, que será disputado neste domingo (25).
A restrição não se limita aos celulares. A lista inclui diversos equipamentos capazes de registrar imagens, captar áudio ou estabelecer comunicação. De acordo com o TSE, não é permitido levar para a cabine os óculos inteligentes que gravam imagens.
A proibição também alcança objetos e acessórios que tenham câmera, microfone ou algum recurso de comunicação. Entre os exemplos citados pelo tribunal estão canetas, chaveiros, bonés, chapéus e broches.
A medida tem como objetivo preservar o caráter secreto do voto e impedir que a escolha seja registrada, transmitida ou divulgada. Segundo o TSE, a regra também ajuda a evitar práticas como a compra de votos, em que uma pessoa poderia ser obrigada a apresentar uma espécie de comprovação da opção escolhida.
O eleitor pode usar o celular antes da votação para apresentar o e-Título ou outro documento de identificação em formato digital aceito pela legislação eleitoral. Depois de realizar a identificação junto aos mesários, porém, o aparelho deverá ser desligado e deixado no local indicado pela mesa receptora, antes de o eleitor seguir para a cabine.
A mesa receptora fica responsável pela guarda do aparelho e deve devolvê-lo após a votação. Caso o eleitor se recuse a entregar o celular, não será autorizado a votar naquele momento. A ocorrência deverá ser registrada em ata e, se necessário, a força policial poderá ser acionada.
Se houver dúvida sobre algum equipamento, a presidência da mesa pode solicitar esclarecimentos ou pedir que sejam mostradas as características externas do aparelho. A orientação do TSE busca garantir que a escolha feita na urna permaneça sob sigilo durante todo o processo de votação.
Com informacoes de Olhar Digital.

