CBV adere à política do COI e bane mulheres trans de competições
A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) anunciou que vai aderir à política do Comitê Olímpico Internacional (COI) sobre a elegibilidade de atletas da categoria feminina em suas competições nacionais de quadra e praia. Na prática, as competidoras deverão apresentar teste genético negativo para o gene SRY, que atua como desencadeador do desenvolvimento masculino.
O critério passa a valer a partir da próxima temporada da Superliga e em outras competições nacionais. Por enquanto, competições promovidas por Federações Estaduais não serão impactadas. A CBV disponibilizará ou facilitará, quando razoavelmente possível, o acesso a orientação médica independente, apoio psicológico e medidas de salvaguarda, especialmente quando o resultado revelar condição anteriormente desconhecida.
Uma das exceções previstas no documento divulgado é se a atleta demonstrar, por avaliação especializada, possuir alguma condição rara, como Distúrbios do desenvolvimento sexual, que provoque efeitos anabólicos e alterações no desempenho decorrentes da testosterona. A recusa da triagem não é considerada infração indisciplinar, mas, sem comprovar elegibilidade, a presença da atleta nas competições não será permitida.
A CBV se alinhou aos posicionamentos do COI e da FIVB quanto à necessidade das jogadoras realizarem o processo de triagem do gene SRY para a elegibilidade da categoria feminina. A coleta de material é feita de forma pouco intrusiva e altamente precisa, segundo o presidente do Conselho de Saúde do Voleibol da confederação, médico João Olyntho.
Os critérios passam a valer para todas as jogadoras a partir da Superliga A e B (temporada 26/27), Supercopa 2026, Copa Brasil 2027, Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia 2027 (adulto) e CBVP Challenger 2027. A atleta transgênera Tifanny Abreu, que está em treinamentos com o Osasco para estrear no Campeonato Paulista, terá sua continuidade na próxima Superliga impactada pela nova política.
Com informacoes de GE.

