Caiado Descarta Apoio a Lula em Qualquer Cenário Eleitoral
O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, disse que não apoiará Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em nenhum cenário eleitoral. A declaração foi publicada depois de críticas à chapa provocadas por falas do candidato a vice-presidente, Gilberto Kassab (PSD).
Em evento com empresários na região central de São Paulo, na 5ª feira (13.ago.2026), Kassab afirmou que os partidos do Centrão não estão neutros na eleição presidencial e atuam em favor da reeleição de Lula. O presidente do PSD também disse que o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, tem chance “zero” de vencer.
Na avaliação de Kassab, o PT poupa Flávio por considerá-lo um adversário mais fácil para Lula no 2º turno. Disse ainda que a candidatura do senador deve “desabar” quando o histórico político do grupo for explorado.
Caiado afirmou em seu perfil no X que se opõe a Lula desde a eleição de 1989. Também citou o apoio ao impeachment de Dilma Rousseff (PT), em 2016, e a atuação contra o partido nas eleições presidenciais seguintes. “Em nenhuma hipótese, em nenhum cenário, em nenhum turno, eu estarei ao lado de Lula ou do PT”, escreveu.
O candidato disse que a campanha tem como objetivo retirar o PT do poder e se apresentar como uma opção de direita sem ligação com o bolsonarismo. Caiado ressaltou sua história de oposição a Lula e ao PT, destacando sua participação em eleições presidenciais desde 1989 e seu papel no impeachment do PT em 2016.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, afirmou em seu perfil no X que os candidatos que se apresentam como de direita deveriam se unir contra o PT. Disse que disputa a Presidência para “resgatar o Brasil do cativeiro” e não só pelo poder.
O candidato do Novo à Presidência, Romeu Zema, escreveu que “contra o PT” vota “até num copo”. Também declarou esperar o apoio da direita caso avance ao 2º turno e disse que apoiará um adversário de Lula se não estiver na disputa.
O deputado federal Marcel Van Hattem (Novo-RS) apoiou as manifestações de Flávio e Zema e defendeu a união contra o PT. O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio, classificou o PSD como “linha auxiliar” de Lula.
Kassab afirmou que levantamentos internos do PSD mostram Caiado com desempenho superior ao registrado pelas pesquisas publicadas. Segundo o dirigente, a ausência de candidatos próprios de MDB, PP, União Brasil e Republicanos ampliará o tempo de propaganda de Caiado.
Kassab também mencionou nomes que poderiam integrar um eventual governo Caiado: Roberto Azevêdo, ex-diretor-geral da OMC (Organização Mundial do Comércio); Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central; Lincoln Gakiya, promotor do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) de São Paulo; Guilherme Afif, secretário de Projetos Estratégicos do governo paulista.
Com informacoes de Poder360.

