BYD lança Dolphin Mini 2027 com versão GS de R$ 119 mil, nova cor cinza e pneus Pirelli
Sem alarde, a BYD do Brasil iniciou a distribuição da linha renovada do Dolphin Mini 2027 para sua rede de concessionárias, introduzindo uma cor mais alinhada ao gosto nacional – o cinza metálico já usado nos modelos King e Song produzidos em Camaçari (BA) – além de novos pneus Pirelli e um aerofólio exclusivo da versão de topo.
Na região de São Paulo, a versão GS 2027 está disponível para encomenda ao preço de R$ 119 mil, com prazo de entrega informado entre 15 e 19 dias úteis. Essa versão recebe os pneus Pirelli Cinturato P6 185/55 R16, o aerofólio traseiro proveniente do Dolphin Surf (nome europeu do modelo) e a opção de interior em tom Light Grey, exclusivo para unidades com a nova pintura externa cinza.
A nova pintura cinza metálica, já presente nas linhas King e Song fabricadas em Camaçari, acompanha um interior Light Grey mais discreto que os acabamentos Dark Blue (azul escuro) e Light Blue (azul claro). Essa tonalidade só pode ser combinada à cor externa cinza e está limitada à versão GS; a versão de entrada mantém o interior padrão adotado desde o lançamento nacional em outubro de 2025, recebendo apenas a nova cor externa.
Em relação aos pneus, a BYD substitui os Hankook 175/55 R16 utilizados até então pelos Pirelli Cinturato P6 185/55 R16, ganhando 10 mm (1 cm) de largura e uma lateral ligeiramente mais alta, mantendo as rodas de aro 16.
O aerofólio traseiro, trazido do Dolphin Surf, prolonga a linha do teto e, segundo a montadora, ajuda a organizar o fluxo de ar na parte traseira, melhorando a eficiência aerodinâmica do veículo.
Nas concessionárias consultadas em São Paulo, o hatch ainda não estava em estoque, mas perfis nas redes sociais já mostram unidades chegando a outras lojas, como a concessionária Terra Santa, de Aracaju (SE), evidenciado em um Reels do consultor Iago Bandeira (@iago.bydaracaju).
Do ponto de vista mecânico, as duas versões diferem principalmente na bateria e no alcance. A GL utiliza o conjunto Blade de 30,08 kWh, enquanto a GS possui 38,88 kWh, reduzindo a autonomia homologada pelo Inmetro de 280 km para 224 km. A recarga rápida cai de 40 kW para 30 kW, embora o carregamento AC continue limitado a 6,6 kW.
Em equipamentos, a lista permanece quase idêntica à da linha 2026. A GL perde o banco do motorista com ajustes elétricos, a regulagem de profundidade do volante, o carregador por indução e dois airbags laterais dianteiros, além de trocar a câmera 360° por uma câmera de ré convencional. A versão GS acrescenta todos esses itens e ainda incorpora as novidades do modelo 2027.
Quando o Dolphin Mini foi nacionalizado em 2026, a engenharia brasileira trabalhou para solucionar o comportamento “pula‑pula” da suspensão traseira, uma das críticas ao subcompacto desde seu lançamento.
As atualizações chegam em um momento de destaque para o Dolphin Mini no Brasil. Em setembro, o hatch registrou 9.385 emplacamentos, estabelecendo recorde mensal e posicionando‑se como o terceiro veículo mais vendido do país, atrás apenas da Fiat Strada e do Volkswagen Polo, marcando a primeira vez que um elétrico entrou no pódio geral de vendas. No acumulado de janeiro a setembro, o Dolphin Mini soma mais de 60 mil unidades, superando com folga os rivais Fiat Mobi e Renault Kwid entre os modelos de entrada. No varejo, o modelo liderou as vendas em setembro com 5.886 unidades, à frente de SUVs como o GWM Haval H6 e o Volkswagen Tera.
Foi solicitada a assessoria de comunicação da BYD informações sobre as mudanças divulgadas pelos concessionários e pelos consultores nas redes sociais. Até o fechamento desta nota, a montadora não havia respondido; o texto será atualizado caso haja retorno.
Com informacoes de Motor1.com Brasil.

