Brasil ultrapassa a marca de 1 bilhão de chaves Pix; a maioria são aleatórias
O Banco Central divulgou que, ao final de setembro de 2026, o número total de chaves Pix em operação no Brasil chegou a 1,008 bilhão, superando a marca de um bilhão pela primeira vez.
Desde dezembro de 2025, foram acrescentados ao sistema mais de 80 milhões de registros, elevando o total de chaves de 920 milhões para o patamar atual.
De acordo com a distribuição apresentada pela autoridade monetária, as chaves aleatórias concentram 52,3% do total, correspondendo a 526,8 milhões de cadastros. Os demais tipos são compostos por 15,3% de chaves vinculadas ao CPF, 16,5% ao número de celular e 14,3% ao endereço de e‑mail.
O Pix conta atualmente com cerca de 170 milhões de usuários, entre pessoas físicas e jurídicas, o que gera uma média de seis chaves por cliente. Dentre as mais de 1 bilhão de chaves, 956,7 milhões estão associadas a pessoas físicas, enquanto 51,2 milhões pertencem a pessoas jurídicas.
As chaves aleatórias são sequências padronizadas de letras e números que podem ser geradas em múltiplas quantidades por indivíduos e empresas. Essa flexibilidade explica sua predominância, já que CPF, celular e e‑mail podem ser vinculados a apenas uma conta bancária ou financeira, limitando sua disponibilidade.
Para quem deseja evitar o uso de informações pessoais ao receber pagamentos, a chave aleatória surge como alternativa segura e prática.
Uma conta de pessoa física pode ter até cinco chaves Pix, enquanto uma pessoa jurídica pode cadastrar até 20 chaves. Cada chave é exclusiva a uma única conta, não sendo possível reutilizá‑la em diferentes contas. Vale lembrar que o uso de chave Pix não é obrigatório para receber valores, pois o sistema ainda aceita as informações tradicionais de CPF/CNPJ, agência e número da conta.
Com informacoes de Tecnoblog.

