Brasil reage a tarifaço dos EUA e promete proteger soberania financeira
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o Brasil vai preservar a soberania financeira e geológica 'sem viralatice' e que o governo seguirá aberto à diplomacia e a negociações. Essa declaração acontece um dia após os Estados Unidos confirmarem a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, com uma extensa lista de itens isentos, como a carne bovina e o café.
A medida dos EUA pode afetar alguns setores, mas o governo brasileiro afirma que não afetará a economia como um todo. De acordo com o ministro da Fazenda, o governo já tem mecanismos de proteção para as empresas e empregos afetados e planeja ampliar e reforçar o Plano Brasil Soberano para apoiar quem foi injustamente afetado pelo tarifaço.
Essa não é a primeira vez que o governo brasileiro precisa lidar com o tarifaço. Recentemente, uma pesquisa Quaest apontou que 51% dos brasileiros atribuem a Flávio Bolsonaro a responsabilidade pelas tarifas impostas pelos Estados. Além disso, o ex-presidente Jair Bolsonaro escreveu uma carta aos brasileiros durante sua prisão domiciliar, pedindo que aliados deixem de lado divergências e apoiem a candidatura de Flávio.
O governo americano justificou a tarifa adicional afirmando que várias práticas do Brasil são consideradas injustificáveis e discriminatórias, restringindo a competitividade de agricultores, trabalhadores, inovadores e exportadores americanos. No entanto, o governo brasileiro contestou essas alegações, afirmando que a medida não tem justificativa econômica e foi motivada por razões políticas.
O Brasil pode recorrer à Lei da Reciprocidade Econômica, que permite aplicar medidas equivalentes para reequilibrar as relações e proteger a economia. O ministro da Fazenda também destacou que o governo seguirá protegendo o Pix, considerado um símbolo da soberania financeira do país.
Com informacoes de G1 Política.

