Boulos rebate Milei e diz que 'ninguém quer comer carne de burro por aqui'
O ministro da Secretaria‑Geral da Presidência, Guilherme Boulos, respondeu nas redes sociais à declaração do presidente argentino Javier Milei, que espera que o Brasil abandone o que chamou de “curso socialista decadente” do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em publicação no X, Boulos qualificou Milei de “vergonha” e escreveu: “Ninguém quer comer carne de burro por aqui”. A mensagem foi acompanhada de crítica ao presidente argentino, que, segundo o ministro, “é uma vergonha para a América Latina e para o bravo povo argentino”.
A provocação de Milei ocorreu durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, quando o mandatário argentino, aliado de Flávio Bolsonaro (PL), declarou torcer para que o Brasil “abraçe novamente as ideias da liberdade e faça parte do grupo de países livres”, sugerindo ainda a possibilidade de o Brasil integrar o Escudo das Américas, bloco alinhado ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
O comentário sobre “carne de burro” remete ao aumento dos preços de alimentos no Brasil nos últimos anos, que teria favorecido o consumo da carne de burro na Argentina. Em abril, o Metrópoles apontou que o quilo da proteína era comercializado por cerca de 7,5 mil pesos, equivalente a aproximadamente R$ 37,50, preço inferior ao da carne bovina.
As declarações de Milei se somam às críticas que ele tem feito ao presidente Lula nas últimas semanas. Durante a visita do presidente argentino ao Brasil, na convenção do PL que oficializou Flávio Bolsonaro como candidato, Milei chamou o petista de “ladrão” e “presidiário”.
As trocas de ofensas levaram o Ministério das Relações Exteriores a convocar o embaixador brasileiro em Buenos Aires e a rebaixar o nível da relação diplomática entre Brasil e Argentina.
Com informacoes de Metrópoles.

