Bombardeio das Forças Armadas da Venezuela contra acampamento de milícia colombiana deixa 19 mortos
Um bombardeio das Forças Armadas da Venezuela contra um acampamento de milícia colombiana deixou 19 mortos no estado de Apure, na fronteira com a Colômbia. O ataque, considerado inédito na região, foi realizado na sexta-feira com helicópteros e drones contra o acampamento, instalado em uma área de mata fechada.
A Fundaredes, organização não governamental que atua na região onde ocorreu o ataque, inicialmente informou que nove pessoas haviam morrido. Em declarações à AFP, um representante da entidade disse que outros 10 corpos foram encontrados no sábado, totalizando 19 mortes. Imagens do local divulgadas pela Fundaredes mostram o que parecem ser restos mortais espalhados, árvores derrubadas e escombros de estruturas.
Segundo uma fonte militar ligada à operação, o ataque contou com o apoio da inteligência dos Estados Unidos. Ele afirmou que integrantes da CIA, a agência de inteligência americana, e do FBI, a polícia federal dos EUA, auxiliaram a ação, e que a determinação partiu de Washington. Até o momento, as autoridades venezuelanas e americanas não se pronunciaram oficialmente sobre o caso.
O Exército de Libertação Nacional (ELN) e outros grupos armados colombianos atuam ao longo da fronteira, de cerca de 2,2 mil km, de onde controlam atividades ligadas ao narcotráfico e à mineração ilegal. Durante anos, a Colômbia acusou o governo chavista da Venezuela de abrigar esses grupos em seu território. No início do ano, após a captura do presidente Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, Caracas passou a se alinhar aos interesses de Washington.
Com apoio americano, o presidente colombiano, Abelardo de la Espriella, lançou uma ofensiva contra organizações criminosas no país, com bombardeios recorrentes e letais. Em setembro, um bombardeio do governo colombiano matou 20 guerrilheiros, no ataque mais letal dos últimos anos no país.
A Colômbia também militarizou uma cidade na fronteira com a Venezuela devido a uma onda de violência na região.
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Com informacoes de O GLOBO.

