Banco Master é alvo da PF por suposta propina de R$15 milhões para entrar na Lista Exaustiva da Previdência
Mensagens de texto extraídas do aparelho celular de Daniel Vorcaro, banqueiro associado ao Banco Master, foram apreendidas pela Polícia Federal e indicam que o executivo recebeu propostas de auxílio mediante pagamento de propina para que a instituição fosse incluída na chamada "Lista Exaustiva" da Previdência em 2024.
Segundo relatos de operadores vinculados ao Banco Master, os pedidos iniciais de pagamento variavam entre R$500 mil e R$1 milhão por cada inclusão do banco na referida lista.
Um desses operadores, que preferiu permanecer anônimo, afirmou ao programa Radar que o valor efetivamente desembolsado superou amplamente as solicitações iniciais, chegando ao montante total de R$15 milhões.
A Polícia Federal iniciou a apuração dos fatos, buscando esclarecer a extensão e os responsáveis pelos supostos pagamentos.
A "Lista Exaustiva" funciona como um tipo de passaporte para instituições financeiras que operam nos fundos de pensão estaduais; durante o mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a lista foi atualizada cinco vezes.
Duas edições dessa lista passaram a incluir o Banco Master, o que possibilitou ao banco intensificar a captação de recursos junto ao governo petista.
Em fevereiro do corrente ano, o Banco Master foi retirado da relação, encerrando sua participação nas versões mais recentes da lista.
A reportagem de capa da revista VEJA, publicada há duas semanas, trazia detalhes sobre o histórico da inclusão e sua importância para a estratégia de captação do banco.
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Com informacoes de VEJA.

