B3 realiza segunda edição do Toque de Campainha pela Filantropia e quer engajar empresas na causa
Nesta terça-feira (20), a B3 realizou pela segunda vez o Toque de Campainha pela Filantropia, cerimônia em alusão ao Dia Nacional da Filantropia. O evento reuniu diversas empresas e representantes de organizações do terceiro setor com o objetivo de ampliar o debate sobre o papel das companhias no investimento social privado. A proposta é aproveitar a visibilidade do mercado de capitais para mobilizar empresas e lideranças em torno da pauta.
Segundo Fabiana Prianti, head da B3 Social, as bolsas de valores de todo o mundo já têm a tradição de realizar toques de campainha por causas, mas nos encontros voltados à filantropia faltava um espaço que aproveitasse a importância dessa cerimônia no mercado de capitais e o poder de mobilização da B3. Ela afirma que a companhia é a primeira e, até agora, a única bolsa de valores do mundo a realizar esse movimento, que classifica como uma iniciativa de reconhecimento, compromisso e valorização da filantropia.
A primeira edição, realizada no ano passado, reuniu cerca de 30 a 40 empresas. Neste ano, foram mais de 60, em um movimento que busca alcançar não apenas organizações já envolvidas com o terceiro setor, mas também executivos e profissionais das áreas de negócios. Prianti explica que a companhia trabalhou intencionalmente para identificar pessoas dentro das empresas e trazer os chamados "não convertidos", isto é, aqueles que ainda estão isolados no desafio de impulsionar a pauta.
Ela cita como exemplo a própria área de relacionamento da B3, que passou a enxergar o investimento social privado também como um ativo para o negócio. A presença de representantes das áreas de negócios no evento, segundo a executiva, indica que essa percepção está mudando. O envolvimento da alta liderança também é apontado como importante para que a filantropia entre nas decisões corporativas.
No contexto da agenda ESG, sigla em inglês para ambiental, social e governança, o pilar social é frequentemente apontado como um desafio de mensuração e priorização. Prianti afirma que a governança é decisiva como aliada e patrocinadora da filantropia dentro do negócio, e que, à medida que a companhia amadurece, tem a responsabilidade de trazer novas pessoas para a agenda.
A atuação da B3 Social inclui o repasse de recursos a projetos sociais, o incentivo ao voluntariado e o apoio a organizações que enfrentam dificuldades para captar investimentos. Ao todo, a área destina entre R$ 55 milhões e R$ 60 milhões por ano a iniciativas próprias e por meio de leis de incentivo. Segundo os dados apresentados pela companhia, mais de 50% dos colaboradores da B3 participam anualmente de ações voluntárias, ante um parâmetro de mercado de 20%.
Entre as iniciativas está um programa de indicação de organizações não governamentais (ONGs) pelos funcionários, que contemplou 70 pequenas entidades com R$ 10 mil cada em recursos livres. A empresa também incentiva a destinação de parte do Imposto de Renda a projetos sociais. O programa Amigo de Valor, realizado em parceria com o Santander, mobilizou mais de R$ 1 milhão.
Com informacoes de Seu Dinheiro.

