Autora do impeachment de Dilma lamenta derrota nas eleições para a Câmara dos Deputados
Janaína Paschoal, advogada que integrou a equipe responsável pelo pedido de impeachment da ex‑presidente Dilma Rousseff e que na época era deputada estadual, subiu ao plenário da Câmara Municipal de São Paulo para interrogar os eleitores sobre os motivos da sua não eleição à Câmara dos Deputados.
Nas urnas federais, a candidata do Progressistas recebeu 46.700 votos, valor inferior aos 48.893 votos que garantiram sua eleição como vereadora na disputa municipal de 2022.
Para a legislatura 2023‑2027, Paschoal foi posicionada como segunda suplente na lista dos Progressistas, partido que neste ano firmou federação com o União Brasil, formando a bancada União Progressista.
A federação União Progressista conquistou cinco cadeiras na Câmara Federal: Sargento Nantes, Maurício Neves, conhecido como Coronel Telhada (PP), Sirlange Manga, esposa do prefeito de Sorocaba Rodrigo Manga, e Milton Leite Filho, filho do influente político paulistano Milton Leite (União).
Em 2022, o Progressistas elegeu quatro deputados pelo estado de São Paulo; somados às seis cadeiras obtidas pelo União Brasil naquele mesmo pleito, a federação passou a contar com dez parlamentares na Câmara dos Deputados.
Paschoal solicitou um retorno dos eleitores, questionando se a derrota decorreu de questões de mérito ou de falhas na comunicação de sua proposta. Ela reiterou que mantém uma atuação parlamentar ativa, com zelo pelo controle dos gastos públicos e apoio ao fortalecimento das instituições.
O caso foi divulgado em meio a outras notícias políticas, como a afirmação de Ramiro Brites de que votar em Flávio Dino seria “legitimar golpe” e a divulgação de um jingle de campanha que colocou a autora do impeachment de Dilma em uma coreografia de dança.
Com informacoes de Metrópoles.

