Audi pode transformar carros elétricos com sons, vibrações e aromas para agradar os puristas
Uma patente recentemente depositada pela Audi revela a intenção da montadora alemã de incorporar recursos pouco convencionais nos seus veículos elétricos, visando atrair motoristas que sentem falta das sensações proporcionadas pelos modelos a combustão, conhecidos como puristas.
O ponto de partida da proposta é o silêncio característico dos carros elétricos. Sem o ronco do motor e as trocas de marcha tradicionais, a experiência de condução pode parecer menos emocionante para quem valoriza o som do motor subindo de giro e as reações mecânicas do veículo.
Entre as soluções descritas no registro, a Audi planeja transmitir vibrações do sistema de propulsão para a cabine, permitindo que o condutor sinta mais diretamente o funcionamento do conjunto motriz. A patente também contempla a redução de parte do isolamento acústico, de modo que determinados ruídos internos se tornem perceptíveis ao motorista.
Outra ideia é possibilitar que o motorista acelere com o motor elétrico desacoplado, criando sensações diferentes ao volante. O recurso mais curioso consiste na simulação do “turbo lag”, atraso típico na entrega de potência de motores turboalimentados. Por meio de software, o carro elétrico poderia responder ao pedal do acelerador com menor imediatismo, imitando o comportamento de um veículo a combustão.
A patente ainda prevê a projeção de imagens no para-brisa, embora a quantidade de informações exibidas e o possível impacto sobre a atenção do condutor sejam questões que ainda precisam ser avaliadas.
Além dos estímulos auditivos e táteis, a Audi estuda a utilização de aromas para enriquecer a experiência de condução. Em situações de condução tranquila, o sistema poderia liberar uma fragrância associada ao relaxamento, enquanto em acelerações mais intensas outro aroma seria disparado para estimular os sentidos.
A iniciativa da Audi não ocorre isolada. A divisão N da Hyundai já desenvolveu simulação de trocas de marcha e sons de motores a combustão, e marcas como Porsche, Mercedes‑AMG e Ferrari também estão buscando preservar o envolvimento ao volante em seus modelos eletrificados.
Até o momento, a Audi não confirmou se as tecnologias descritas na patente serão efetivamente incorporadas a veículos de produção.
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Com informacoes de Canaltech.

