Asteroide 2026 QQ8 se torna a nova “minilua” da Terra até o Natal

Por Cosmo Ricardo Nunes em Rio Verde, GO 06/11/2026 11:06
Asteroide 2026 QQ8 se torna a nova “minilua” da Terra até o Natal

Foto: Canaltech

Não é a primeira vez que a Terra ganha um visitante lunar temporário – como já relatamos na cobertura da conjunção da Lua com Marte e Júpiter – mas agora o asteroide 2026 QQ8 foi oficialmente reconhecido como a nova “minilua” que permanecerá ao nosso redor até o Natal e o Ano‑Novo.

O objeto foi capturado pela atração gravitacional da Terra e entrou discretamente em órbita em abril deste ano; somente em agosto ele foi detectado por observatórios astronômicos, e o anúncio oficial da descoberta foi feito pelo Centro de Planetas Menores (MPC) da União Astronômica Internacional.

De acordo com o MPC, a rocha espacial alcançará uma distância máxima de aproximadamente 568 mil quilômetros da Terra, o que representa mais de 170 mil quilômetros a mais que a distância média entre nosso planeta e a Lua.

Mesmo que 2026 QQ8 colidisse com a Terra, as probabilidades apontam que ele seria totalmente vaporizado na atmosfera antes de atingir a superfície.

Os dados já coletados indicam que o asteroide mede apenas dois metros de diâmetro, sendo ainda maior que a média dos satélites temporários, que costuma ser de 75 centímetros.

Estudos astronômicos mostram que a gravidade terrestre costuma “pegar” pequenas rochas com frequência, muitas das quais são fragmentos da própria Lua; quando chegam, essas miniluas permanecem por períodos que variam de alguns meses até uma década.

Objetos artificiais também podem assumir essa posição. Em 2020, por exemplo, análises revelaram que a minilua então presente era o que restou de um foguete Centauro usado no lançamento de uma missão espacial em 1966.

Com informacoes de Canaltech.

Cosmo Ricardo Nunes

Sobre o Autor: Cosmo Ricardo Nunes

Cosmo é o olho do MOTNAF.NEWS voltado pro infinito. De lançamentos da NASA e SpaceX a buracos negros, eclipses, missões a Marte e as descobertas que mudam nossa visão do universo, ele traduz o que rola lá em cima numa linguagem que qualquer terráqueo entende. Se aconteceu no espaço, o Cosmo já está de telescópio apontado.