Arruda perde força e complica disputa para definir adversário de Celina no segundo turno

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 13/09/2026 09:21
Arruda perde força e complica disputa para definir adversário de Celina no segundo turno

Foto: via Metrópoles

Faltando três semanas para o primeiro turno das Eleições 2026, o pleito para governador do Distrito Federal apresenta indefinições, já que a atual mandatária Celina Leão (PP), candidata à reeleição, mantém posição de liderança nas pesquisas, mas ainda não há clareza sobre quem poderá enfrentá‑la em um eventual segundo turno.

No levantamento divulgado pelo Datafolha na sexta‑feira, 11 de setembro, Celina avançou de 30% para 40% das intenções de voto. José Roberto Arruda (PSD) recuou de 28% para 17% e Leandro Grass (PT) subiu de 11% para 16%. Na sequência, Paula Belmonte (PSDB) registrou 6% (acima dos 4% anteriores), Ricardo Cappelli (PSB) manteve 3% e Kiko Caputo (Novo) aumentou para 3% (de 2%).

Outra pesquisa, realizada pela Quaest e divulgada em 8 de setembro, também mostrou Celina à frente com 35% do eleitorado, um ponto a mais que na sondagem anterior. Arruda registrou 18%, queda de 20% para 18%. Grass avançou de 13% para 17%. Paula Belmonte ficou com 4% (subindo de 3%), Cappelli recuou para 2% (de 3%) e Caputo caiu para 1% (de 2%).

O registro de candidatura de José Roberto Arruda foi indeferido pelo Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE‑DF) e o candidato está recorrendo da decisão ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), fato que gera incerteza jurídica e pode influenciar o comportamento do eleitorado.

Após o debate, a governadora Celina Leão afirmou que não tem receio de “machões”. Arruda declarou a intenção de implantar teletrabalho para servidores do GDF. Grass propôs a ampliação de programas habitacionais e a construção de hospitais veterinários. Paula Belmonte ressaltou a necessidade de qualificação profissional para as mulheres do Distrito Federal.

O cientista político Leandro Gambiati, consultado pelo Metrópoles, apontou estratégias distintas para cada concorrente: José Roberto Arruda deve transformar a memória de sua gestão em votos e neutralizar a incerteza jurídica, que pode gerar voto útil contra ele em benefício de Grass; Leandro Grass precisa consolidar a esquerda, usar o empate com Arruda em algumas sondagens para se apresentar como alternativa viável no segundo turno e, simultaneamente, dialogar com eleitores que não se identificam como de esquerda; Paula Belmonte tem espaço para ocupar um centro e centro‑direita que não queira nem a continuidade de Celina, nem o retorno de Arruda, nem a candidatura do PT, podendo focar nessa posição; Ricardo Cappelli precisa definir uma identidade eleitoral mais clara, possivelmente explorando sua credibilidade em segurança pública, para evitar perda de votos de centro‑esquerda para Grass; Kiko Caputo deve aumentar seu reconhecimento e diferenciação como outsider, concentrando a campanha em bandeiras que o identifiquem claramente para o eleitor.

Segundo o cientista político e internacionalista João Victor Barbosa, formado pelo Centro Universitário do Distrito Federal (UDF), a disputa deixou de ser centrada apenas em Arruda como desafiante isolado da liderança de Celina e passou a se configurar como um embate direto entre o ex‑governador e Leandro Grass.

Com informacoes de Metrópoles.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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