Aliados de Arthur Lira e Renan Calheiros são derrotados em eleições estaduais apesar das lideranças na Câmara e no Senado

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 05/10/2026 00:00
Aliados de Arthur Lira e Renan Calheiros são derrotados em eleições estaduais apesar das lideranças na Câmara e no Senado

Foto: via O GLOBO

Na Paraíba, Nabor Wanderley, ex-prefeito e pai do presidente da Câmara Arthur Lira, tentou uma vaga ao Senado sem conseguir o apoio formal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o que provocou reclamações do deputado nos bastidores.

Com 99,14% das urnas apuradas, a disputa resultou na eleição de Veneziano Vital do Rêgo, do MDB, que buscava a reeleição, e do ex-governador João Azevêdo, do PSB. Azevêgo obteve 32,52% dos votos, Veneziano 22,71% e Wanderley 20,90%.

Inicialmente, os planos de Motta previam que ele próprio concorreria ao Senado, mas a reviravolta na disputa pelo comando da Câmara em 2024 o elevou à sucessão de Arthur Lira, abrindo caminho para que seu pai concorresse.

No Amapá, o governador Clécio Luís, do União Brasil, foi derrotado no primeiro turno pelo ex-prefeito Dr. Furlan, do PSD, que obteve 62,25% dos votos frente a 37,47% de Clécio, com 92,79% das urnas apuradas.

Ao mesmo tempo, o senador Randolfe Rodrigues, do PT e aliado de Davi Alcolumbre, que concorreu à reeleição na chapa de Clécio, também perdeu. Com 92,79% das urnas contabilizadas, Rayssa Furlan, do Podemos e esposa do agora eleito governador, recebeu 29,69% dos votos; Lucas Barreto, do PSD, ficou em segundo lugar com 24,06%; e Randolfe obteve 18,79%.

Alcolumbre, que está no meio de seu mandato e não concorreu às eleições, buscava a vitória de seu grupo político visando a reeleição da liderança em 2030. As derrotas aumentam a pressão sobre ele e Motta, que já enfrentam rejeição pública.

Em nota, Alcolumbre declarou que aceita o resultado “com respeito”, reafirmou seu compromisso com o desenvolvimento, segurança e oportunidades para o Amapá e ressaltou a necessidade de serenidade democrática.

As perdas enfraquecem ambos os líderes antes das eleições internas da Mesa Diretora da Câmara e do Senado previstas para fevereiro de 2027, momento em que buscavam consolidar apoio ao governo Lula.

Nos últimos meses, Motta intensificou apoio público a Lula, participando de atos na Paraíba, usando boné vermelho com a inscrição “Lula” e fazendo o gesto “L” com as mãos, enquanto seu pai não recebeu apoio formal do presidente.

Alcolumbre retomou conversas com Lula após três meses de silêncio, período que incluiu a histórica derrota do Senado ao presidente e a rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF. O senador ajudou a desbloquear propostas do Planalto e esteve ao lado de Lula na divulgação da descoberta de petróleo na foz do Amazonas.

Na véspera do primeiro turno, Alcolumbre anunciou que o Senado votará a Proposta de Emenda à Constituição que elimina a jornada de trabalho 6x1 na próxima semana, medida vista como vitrine eleitoral para o presidente.

Com informacoes de O GLOBO.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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