Alerta de tempestade geomagnética de nível G2 atinge a Terra até sábado, 29
A Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA) anunciou que a Terra está sob risco de uma tempestade geomagnética provocada por uma ejeção de massa coronal (EMC) que deve chegar até o sábado, 29 de abril.
Segundo o comunicado divulgado na quarta‑feira, 26, a EMC consiste em um volume significativo de plasma e campo magnético ejetado pelo Sol; ao colidir com o planeta, intensifica a atividade geomagnética.
Embora alertas desse porte não sejam frequentes, a NOAA esclarece que não são raros. O fenômeno se associa a um buraco coronal – região da coroa solar com baixa densidade de plasma e linhas magnéticas abertas – que permite ao vento solar escapar em alta velocidade, formando fluxos de alta velocidade (HSS).
Quando esses fluxos alcançam a vizinhança terrestre, comprimem o magnetosfera, e a intensidade da compressão determina a magnitude da tempestade. A escala oficial varia de G1 (leve) a G5 (extrema). Entre sexta‑feira e sábado, a agência projeta condições de nível G2, classificadas como moderadas.
Em nível G2, sistemas de energia situados em latitudes elevadas podem registrar alarmes de tensão, e tempestades prolongadas podem comprometer transformadores. A propagação de rádio em alta frequência (HF) pode sofrer atenuação nas regiões mais setentrionais, enquanto auroras boreais podem ser avistadas até latitudes próximas a 55° geomagnéticas, abrangendo áreas como Nova York e Idaho, nos Estados Unidos.
Na quinta‑feira, 27, a NOAA havia previsto uma tempestade de nível G1, de menor intensidade, que traria oscilações leves nas redes elétricas, impactos mínimos em satélites e possíveis efeitos sobre aves migratórias.
Outras notícias relacionadas ao período incluem: eclipse lunar quase total, que deixou 96,2% da face lunar escurecida, com imagens divulgadas; astronautas realizaram caminhada espacial para reparos na Estação Espacial Internacional; e o dia mais quente registrado nos oceanos, atribuído ao fenômeno El Niño, com explicações sobre suas repercussões climáticas.
Adicionalmente, destaca‑se que nuvens podem interferir na visualização do eclipse lunar parcial no Brasil, e há orientações sobre onde o céu permanecerá limpo para observação. Informações sobre política de inteligência artificial e direitos autorais do Grupo Estado também foram incluídas no comunicado.
Com informacoes de Estadão.

