Baleia-jubarte de 10,7 m é encontrada morta em Itanhaém (SP) e biólogo alerta sobre riscos à saúde
Na manhã da sexta‑feira (28), uma baleia‑jubarte (Megaptera novaeangliae) com 10,7 metros de comprimento foi avistada morta na faixa de areia da Praia do Centro, em Itanhaém, litoral de São Paulo.
A remoção e a análise da carcaça foram realizadas por uma equipe do Instituto Biopesca, que suspeita de possível interação da baleia com atividade pesqueira antes do óbito, embora o avançado estado de decomposição tenha impedido a obtenção de informações conclusivas.
O animal foi encontrado pelo pescador esportivo Fernando Sousa Gomes, que caminhava pela orla quando deu de cara com a carcaça. Gomes relatou ao portal que já havia observado baleias em alto‑mar, mas nunca tinha visto um indivíduo morto na praia, e registrou imagens do achado.
O biólogo Eric Comin alertou que a presença de uma carcaça à beira‑mar representa risco à saúde pública, à segurança física e ao meio ambiente. Segundo ele, animais mortos podem carregar bactérias, vírus e fungos altamente contagiosos para humanos; a decomposição libera gases tóxicos que provocam náuseas, tontura e dores de cabeça; e o acúmulo desses gases pode fazer o corpo romper.
Além disso, o forte odor de sangue e carne atrai predadores como tubarões, enquanto a gordura e os fluidos liberados contaminam a água ao redor da carcaça.
A orientação técnica para casos de encalhes recomenda que a população nunca se aproxime do animal, mantenha distância segura e acione imediatamente os órgãos competentes para que a área seja isolada.
Comin ressaltou que a migração da baleia‑jubarte é uma das maiores migrações de mamíferos do planeta, com alguns indivíduos percorrendo milhares de quilômetros em busca de águas mais quentes e tranquilas. Avistamentos ao longo do litoral paulista são comuns durante esse período. Adultos da espécie costumam medir entre 13 e 16 metros e pesar até 50 toneladas. Após o período reprodutivo, as jubartes retornam à Antártica, levando filhotes já mais desenvolvidos que começam a aprender a se alimentar antes de enfrentar a longa viagem de volta.
Com informacoes de G1.

