Afif afirma que derrota da terceira via em 2026 não impede avanço do PSD no Congresso

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 03/10/2026 21:40
Afif afirma que derrota da terceira via em 2026 não impede avanço do PSD no Congresso

Foto: via VEJA

O Partido Social Democrático (PSD) tentou criar uma terceira via nas eleições presidenciais de 2026, apresentando a chapa liderada pelo ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado e pelo candidato a vice Gilberto Kassab, que também preside a sigla, mas as pesquisas de intenção de voto mostraram que a proposta não se concretizou.

Em entrevista ao Radar, o fundador do PSD, Guilherme Afif Domingos, que atualmente ocupa o cargo de Secretário Extraordinário de Projetos Estratégicos do Governo de São Paulo, afirmou que a disputa de Kassab deve ser encarada como um momento de crescimento da representação partidária, ressaltando que a polarização do cargo de presidente não chega à base e que há eleitores independentes que mantêm posições políticas locais.

Afif, responsável por conduzir um dos maiores projetos da gestão de Tarcísio de Freitas – a transferência da sede administrativa do governo paulista para o complexo dos Campos Elíseos, no centro da capital –, destacou que o desempenho do PSD nas eleições de 2026 deve ser analisado principalmente no âmbito legislativo.

De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o PSD conquistou 887 prefeituras no pleito municipal realizado há dois anos, sendo a legenda que mais elegeu prefeitos em todo o país.

Segundo o secretário, “o Kassab fez o maior número de prefeitos. E o prefeito tem influência na eleição de deputados. Então, acho que é por aí que tem que ser analisado o crescimento do PSD, não pelo cargo do Executivo, e sim pelos cargos de representação”.

Afif reconhece que a polarização entre petistas e bolsonaristas, que marcou a eleição de 2022, ainda influencia o cenário, mas não afeta diretamente a escolha dos eleitores para o Congresso Nacional. Ele citou que Ronaldo Caiado, apesar de ter sido aprovado por 87% dos eleitores goianos em pesquisa da Quaest divulgada em julho, não conseguiu mobilizar apoio em nível nacional, sendo prejudicado pela dicotomia política.

O secretário acredita que a radicalização não se sustentará após a eleição e, caso essa tendência se confirme, tanto Ronaldo Caiado quanto o aliado Tarcísio de Freitas podem assumir o protagonismo da direita até 2030.

Com informacoes de VEJA.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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