Aeroporto do Recife registra 130 colisões com aves em 2025 e se destaca como o segundo mais afetado do Nordeste

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 08/10/2026 16:20
Aeroporto do Recife registra 130 colisões com aves em 2025 e se destaca como o segundo mais afetado do Nordeste

Foto: via G1

O Aeroporto Internacional do Recife ocupa a segunda posição entre os aeroportos do Nordeste em número de colisões entre aeronaves e aves, ficando atrás somente de Salvador, após um incidente na segunda‑feira, dia 5, que obrigou a realização de pouso de emergência.

De acordo com levantamento do Cenipa, no ano de 2025 foram anotadas 130 ocorrências de "birdstrike" no terminal de Pernambuco, além de 54 avistamentos de aves nas áreas de operação.

O episódio que ganhou maior repercussão ocorreu quando uma ave impactou a turbina de um avião da Gol, provocando incêndio no motor e forçando o comandante a retornar ao aeroporto para aterrissagem de urgência.

O comandante Antônio Jackson, com 58 anos de experiência e mais de 38 mil horas de voo, afirma que a fase mais delicada é a decolagem, momento em que ele e o copiloto analisam a pista e o entorno em busca de possíveis ameaças aviárias.

Segundo o piloto, a força de sucção das turbinas, sobretudo em aeronaves de grande porte, eleva o risco de impacto, pois as aves são aspiradas com maior intensidade durante a decolagem.

O principal atrativo das aves para a rota dos aviões seria o Aterro Sanitário da Muribeca, em Jaboatão dos Guararapes, que ainda apresenta pontos de descarte irregular de resíduos, funcionando como fonte de alimento.

O biólogo André Maia explica que o lixo acumulado alimenta pombos e carcarás, criando uma cadeia alimentar que favorece a permanência de aves nas proximidades do aeroporto.

Para mitigar o problema, a administração do aeroporto utiliza gaviões‑telha, rapinas treinadas que, por meio de vocalizações, afastam outras espécies, além de empregar fogos de artifício como método adicional de dispersão.

Embora essas medidas reduzam a incidência, o risco de presença de aves na pista persiste; ainda assim, a aviação continua sendo considerada segura, conforme ressalta o comandante Jackson, que cita a segurança de sua própria filha, também comandante de aeronaves.

Com informacoes de G1.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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