A performance do início da carreira pela qual Anne Hathaway não consegue se perdoar: 'Difícil demais para mim'
Anne Hathaway admitiu que tem dificuldade em falar sobre sua atuação em 'Amor e Inocência', filme que retrata o relacionamento intrincado e incerto entre a escritora Jane Austen e Thomas Lefroy. Em entrevista ao jornal 'The Independent', a atriz afirmou que sente não ter conseguido interpretar o papel da melhor forma. "Havia algumas cenas em que eu estava over", destacou a estrela.
O longa aborda um romance que, segundo registros históricos, teria ocorrido brevemente em 1776, quando Jane Austen, uma das autoras mais aclamadas da Inglaterra, se envolveu com Thomas Lefroy. Os dois se separaram tempos depois, e o antigo parceiro se casou anos mais tarde e teve sete filhos. Para estudiosos da autora e fãs, o filme subverte um dos fatos mais importantes sobre ela: uma mulher do século XVIII nunca se casou ou teve filhos.
'Amor e Inocência' estreou apenas dois anos após uma das melhores adaptações cinematográficas da autora, 'Orgulho e Preconceito' (2005), dirigido por Joe Wright. A produção seguiu uma linha parecida com a história de Elizabeth Bennet e Sr. Darcy, apresentando um romance incondicional e ficcionalizado que nunca existiu daquele jeito.
Apesar do desconforto da atriz com o trabalho, o episódio ficou para trás. Nos anos seguintes, Anne Hathaway conquistou boa recepção da crítica e do público, sendo indicada ao Oscar de Melhor Atriz por 'O Casamento de Rachel' (2008) e vencendo como Melhor Atriz Coadjuvante em 2013 por 'Os Miseráveis'.
Embora nunca tenha deixado de atuar, a atriz viu o número de projetos bem-sucedidos diminuir de forma considerável após 'Os Miseráveis'. Essa realidade mudou em 2026, ano considerado por parte da imprensa como o 'ano de Anne Hathaway', com cinco produções lançadas, três delas sucessos de bilheteria: 'Verity' (2026), 'O Diabo Veste Prada 2' (2026) e 'Odisseia' (2026), um dos filmes mais aclamados do ano.
Em 'Verity', adaptação do bestseller homônimo de Colleen Hoover, ela interpreta uma escritora de sucesso que não consegue mais trabalhar após um acidente. Para manter a fachada de que continua produzindo, seu marido contrata uma 'ghost writer' para finalizar livros, mas o emprego e a família são diferentes do que ela imaginava. Apesar de críticas negativas, o longa teve bom desempenho nas bilheterias e é um dos maiores sucessos do ano.
Em 'O Diabo Veste Prada 2', Hathaway reprisa um dos papéis mais icônicos de sua carreira, a jornalista determinada e apaixonada por jornalismo, Andy. Diferentemente do primeiro filme, que acompanha uma grande e espalhafatosa revista de moda, o segundo longa adota um olhar mais melancólico e, ao mesmo tempo, esperançoso sobre a crise no jornalismo e as mudanças no ramo editorial e nas estruturas de poder dos últimos anos.
No épico 'Odisseia', de Christopher Nolan, seu maior sucesso do ano, Hathaway interpreta Penélope, a 'viúva' de Odisseu que o aguarda com astúcia e esperança por mais de 20 anos. A atuação já é apontada como candidata a uma indicação ao Oscar na categoria Melhor Atriz Coadjuvante.
Com informacoes de Globo.

