Zerésima: documento comprova que urna eletrônica inicia votação com zero votos
Conforme determina a Resolução‑TSE nº 23.611/2019, antes de receber o primeiro eleitor, a seção eleitoral deve produzir um documento – conhecido como zerésima – que demonstra a ausência de votos na urna eletrônica.
Para as eleições de 2026, a emissão da zerésima ocorrerá no domingo 4 de outubro, referente ao primeiro turno, e, caso haja segundo turno, será repetida em 25 de outubro.
A impressão do relatório é feita por volta das 7 horas da manhã, logo após a urna ser ligada e antes da chegada do eleitor inaugural. O documento traz a identificação da urna, a lista de candidatos cadastrados no equipamento e, crucialmente, a indicação de que nenhum voto foi contabilizado, justificando o nome “zerésima”.
Após a impressão, o presidente da mesa receptora de votos assina o relatório, seguido pelos mesários, fiscais de partidos, coligações ou federações, e pelos membros da junta eleitoral. Essa assinatura oficializa o registro, que permanece disponível para consulta dos eleitores ao longo de todo o processo de votação.
O TSE destaca que a zerésima integra o conjunto de mecanismos de auditoria que garantem a lisura, a segurança e a transparência das eleições, confirmando que a urna está apta a receber os votos.
Além disso, o artigo menciona outras questões relevantes para o dia da eleição, como a possibilidade de baixar o e‑Título e a utilização da rede Starlink pelo TSE em áreas remotas, bem como a ampliação do acesso gratuito a serviços do TSE e a sites de checagem, conforme decisões recentes do STF.
Como já abordamos em matéria anterior sobre falhas nas urnas eletrônicas, a zerésima funciona como um ponto de partida confiável que impede dúvidas sobre a integridade dos votos antes mesmo de seu início.
Com informacoes de Olhar Digital.

