Vitória de Flávio no 1º turno leva PL a articular anistia para libertar Jair Bolsonaro da prisão em 2026
A vitória de Flávio Bolsonaro no primeiro turno das eleições presidenciais de 2026 fez o Partido Liberal (PL) articular uma proposta de anistia que teria como objetivo retirar o ex‑presidente Jair Messias Bolsonaro da prisão ainda em 2026.
Em evento evangélico realizado no Maracanãzinho, o Bispo Samuel Ferreira declarou: “Não posso pedir voto, mas se pudesse pediria para o Flávio”.
Flávio, ao projetar o dia da posse, prometeu entregar “Brasil nas mãos de Deus” e afirmou que Jair Bolsonaro colocaria a faixa presidencial, reforçando a aliança entre os dois.
A mobilização ocorre em paralelo à aproximação com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e à tentativa da defesa de reverter a sentença de Bolsonaro por meio de uma revisão criminal.
Decisões recentes do Judiciário alimentam a percepção de uma possível distensão com o bolsonarismo, embora novas medidas contra integrantes da família contrariem essa leitura.
O objetivo de pessoas próximas ao ex‑presidente é permitir que ele deixe a prisão ainda em 2026 e participe de uma eventual posse do filho.
“Vocês verão no dia 6 de janeiro de 2027, na data da posse, Flávio Bolsonaro fazendo uma oração, entregando o Brasil nas mãos de Deus. E vocês verão Jair Messias Bolsonaro colocando a faixa de presidente”, disse o presidenciável ontem, em agenda em São Gonçalo (RJ).
A posse presidencial será dia 5.
Antes do primeiro turno, a avaliação era de que as chances de uma solução para Bolsonaro, diante da resistência no STF e das dificuldades no Congresso, eram remotas. O novo cenário levou dirigentes do PL a refazer as contas para a anistia, que passou a integrar as conversas com partidos incorporados à campanha.
Neste ano, o bolsonarismo conseguiu uma vitória com a sanção da Lei da Dosimetria, que reduz as penas dos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 e beneficia o ex‑presidente Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe de Estado. Sua aplicação, porém, depende de uma definição do STF, que analisa questionamentos à legalidade da alteração legislativa.
Entre aliados de Bolsonaro, a avaliação é que a medida representa um avanço, mas não é suficiente. Parte do grupo defende uma anistia mais ampla, capaz de eliminar as punições impostas aos envolvidos na trama golpista, em vez de apenas reduzir o tempo de cumprimento das penas.
Desde o início da semana, Flávio intensificou uma rodada de negociações em Brasília. Na segunda‑feira, recebeu representantes do Republicanos e do Podemos, além de viajar a Goiânia para obter o apoio de Ronaldo Caiado (PSD).
Na terça‑feira, reuniu‑se com dirigentes da federação União Brasil‑PP, que formalizou a adesão à candidatura, e com integrantes do Novo.
Na quarta‑feira, o presidenciável participou de um encontro com a bancada do PL, ao lado de Michelle Bolsonaro, para organizar a mobilização no segundo turno.
Na quinta‑feira, o Podemos oficializou seu apoio. Na próxima terça‑feira, será a vez da maior parte dos diretórios do MDB.
As conversas ampliaram o espaço para discutir uma eventual anistia, mas não produziram compromisso público conjunto em torno de um texto específico. Há divergências sobre o alcance da medida, especialmente em relação aos condenados pela tentativa de golpe. Também há o receio de o STF derrubá‑la.
O deputado e senador eleito Domingos Sávio (PL‑MG) defende que a Corte reveja as condenações, mas afirma que o Congresso deverá agir caso isso não ocorra. Segundo ele, a anistia deve alcançar os condenados de maneira geral, e não apenas Jair Bolsonaro. “É o que consideramos justo e desejamos. Tudo isso deve ocorrer dentro da legalidade. Esperamos que isso seja revisto no STF. Não ocorrendo pelo STF, ocorrerá no Congresso. Se o STF não corrigir, vamos corrigir”, afirmou.
O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), também defende acelerar a votação da anistia caso Flávio vença a eleição presidencial. A intenção é aproveitar o impulso político de uma eventual vitória do senador para tentar aprovar a proposta ainda neste ano, antes da posse do novo presidente, em janeiro. “O Flávio ganhando a eleição, vamos tentar votar a anistia ainda este ano”, declarou.
Paralelamente, o senador Rogério Ma
Com informacoes de O GLOBO.

