Vitamina D pode aumentar chance de reverter pré-diabetes em 27%

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 16/08/2026 08:40
Vitamina D pode aumentar chance de reverter pré-diabetes em 27%

Foto: via Folha BV

Um estudo recente reuniu dados de 10 ensaios clínicos randomizados, com um total de 4.478 adultos com pré-diabetes. Entre os participantes que receberam vitamina D, 18,5% voltaram a apresentar níveis normais de glicose, contra 14% daqueles que receberam placebo.

Na análise conjunta, a suplementação foi associada a uma probabilidade 27% maior de regressão para a normoglicemia. Uma possível explicação está na relação da vitamina D com as células beta do pâncreas, responsáveis pela produção de insulina.

O nutriente também pode participar de processos relacionados à inflamação e à sensibilidade à insulina, mecanismos importantes para o controle da glicemia. No entanto, o resultado não significa que a vitamina D seja capaz de prevenir o diabetes em qualquer pessoa ou que a suplementação seja necessária para quem não apresenta pré-diabetes.

As doses de vitamina D utilizadas nos estudos variaram, com uma média de 4.300 unidades internacionais (UI) por dia, valor bastante superior à recomendação nutricional habitual para adultos. A própria revisão destaca que os estudos apresentaram diferenças nas doses utilizadas, na duração do acompanhamento e na definição de normalização da glicemia.

Em 2024, a Sociedade de Endocrinologia dos Estados Unidos passou a considerar a suplementação de vitamina D em adultos com pré-diabetes que apresentam alto risco de evolução para diabetes, como uma estratégia complementar. A recomendação, porém, não significa que todos os pacientes devam tomar doses elevadas por conta própria.

O cuidado é importante porque o excesso de vitamina D pode provocar aumento da concentração de cálcio no sangue, condição conhecida como hipercalcemia. Em situações mais graves, isso pode favorecer problemas como cálculos renais e alterações cardiovasculares. Por isso, doses elevadas devem ser utilizadas apenas com orientação profissional.

A vitamina D pode ser obtida por meio da exposição solar e da alimentação, embora poucos alimentos apresentem quantidades naturalmente elevadas do nutriente. Peixes gordurosos, como salmão, truta e atum, estão entre as principais fontes, enquanto gema de ovo, fígado bovino e alguns queijos fornecem quantidades menores.

Produtos fortificados, como alguns tipos de leite, bebidas vegetais e cereais, também podem contribuir para a ingestão. Apesar dos resultados, a vitamina D não deve ser encarada como substituta das principais estratégias de controle do pré-diabetes. Perda de peso quando indicada, alimentação equilibrada, atividade física regular, sono adequado e acompanhamento médico continuam sendo medidas fundamentais para reduzir o risco de evolução para o diabetes tipo 2.

Com informacoes de Folha BV.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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