Veterinário Wilson Grassi recusa apoio a Lula e condiciona apoio a Flávio Bolsonaro a propostas para a causa animal
O médico‑veterinário Wilson Grassi Júnior, filiado ao Democrata e candidato à Presidência da República no primeiro turno das eleições de 2026, publicou nesta quarta‑feira, 14 de outubro de 2026, seu posicionamento sobre o segundo turno, agendado para 25 de outubro.
Em vídeo divulgado no Instagram, Grassi explicou que a decisão de apoiar Flávio Bolsonaro (PL) também leva em conta a preferência política de sua mãe, de 80 anos, que, segundo ele, “odeia” o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o partido, e que, em gravação anterior, criticou a campanha de Lula e declarou voto em Flávio.
Grassi ressaltou que o plano de governo de Flávio não apresenta propostas voltadas à causa animal, uma de suas principais bandeiras, e por isso elaborou uma lista de medidas que gostaria que o senador adotasse, incluídas em carta endereçada diretamente ao candidato. Em suas palavras, “Eu pensei muito … e a resposta final é essa: gente, eu não posso ir de Lula pelos motivos que eu expus no vídeo anterior e porque eu tenho uma mãe de 80 anos que simplesmente odeia a esquerda, odeia o PT. Se eu apoiar o Lula, eu perco a minha mãe. E entre política e a minha mãe, eu prefiro a minha mãe. Então, eu não vou apoiar o Lula, isso já está decidido”.
A carta apresenta cinco propostas estruturantes: (1) Ampliação do apoio federal a hospitais veterinários públicos nos municípios; (2) Valorização dos protetores de animais, com criação de carreira regulamentada para protetores comunitários, garantindo amparo a resgates, castrações e alimentação de cães e gatos em áreas vulneráveis; (3) Estruturação de uma Política Nacional de Proteção unificada para animais domésticos e silvestres; (4) Fortalecimento de políticas públicas integradas de castração gratuita para controle populacional e redução do abandono; (5) Preservação de habitats e inovação científica, incluindo combate à caça, ao tráfico, mitigação de atropelamentos em rodovias por meio de passagens de fauna e fomento a pesquisas biotecnológicas como carne cultivada e proteínas vegetais, visando substituir o uso de animais na cadeia alimentar.
Além de assinar a carta, Grassi disponibilizou um formulário para que seus seguidores também possam aderir ao manifesto. Até o momento da publicação, 132 pessoas haviam assinado o documento.
O texto completo da carta, intitulado “Manifesto de Apoio Condicionado à Causa Animal”, inicia com a declaração de apoio condicionado ao compromisso de Flávio Bolsonaro com as diretrizes acima e finaliza com a frase “E os protetores que assinam esta carta”.
Com informacoes de Poder360.

