Vereador Senival Moura é preso novamente em São Paulo sob suspeita de lavagem de dinheiro para o PCC nos ônibus da capital
Vereador Senival Moura foi novamente preso na manhã desta quarta‑feira (28) pela Polícia Civil de São Paulo, após decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ‑SP) que revogou a sua liberdade concedida em 5 de agosto.
A soltura havia sido determinada pela desembargadora Carla Rahal Benedetti, da 11ª Câmara Criminal do TJ‑SP, que entendeu que o prazo da prisão temporária não poderia ser de 30 dias, mas sim de 5 dias, o que resultou na liberação do parlamentar.
O Ministério Público recorreu da decisão e, com o recurso aceito, a prisão de Senival Moura foi efetivada nesta quarta‑feira.
Além do vereador, outras seis pessoas tiveram a prisão decretada novamente pelo TJ‑SP. Os mandados estão sendo cumpridos pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC), em atuação conjunta com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público de São Paulo.
Todos os investigados estão ligados à empresa Transunião, que é suspeita de ser administrada por membros do Primeiro Comando da Capital (PCC). O G1 tentou contato com a defesa do vereador licenciado do PT, mas não obteve resposta.
Senival Pereira de Moura, filiado ao PT, pediu afastamento da legenda após a prisão. Ele foi detido pela primeira vez na Operação "Última Parada", deflagrada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público em 25 de junho deste ano, e é apontado como uma das figuras centrais de um suposto esquema de lavagem de dinheiro do PCC.
O inquérito da Operação Última Parada foi concluído antes das eleições e 21 pessoas foram denunciadas à Justiça paulista. Na ocasião, o MP solicitou a prisão dos sete principais envolvidos, mas, devido ao período eleitoral que veda prisões que não ocorram em flagrante, as prisões só foram realizadas agora, em 28 de setembro.
Os sete mandados de prisão estão sendo cumpridos contra os seguintes suspeitos da Transunião: Senival Pereira de Moura (já preso); Lourival de França Monário (já preso); Fábio Fernandes de Souza (já preso); Devanil Sousa Nascimento (procurado); Leonel Moreira Martins (procurado).
Com informacoes de G1.

