Trump declara acompanhar de perto eleição no Brasil e evita confirmar apoio a Flávio Bolsonaro
Na saída da Casa Branca, antes de embarcar em voo presidencial, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterou nesta sexta-feira (2) que o país acompanha de perto as eleições brasileiras previstas para o próximo domingo (4). Quando questionado sobre eventual apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex‑presidente Jair Bolsonaro, o líder republicano não respondeu diretamente, limitando‑se a afirmar: "Estamos de olho em tudo e vamos observar esta eleição de muito perto".
Trump fez a mesma declaração na quinta‑feira (2), ao ser perguntado por outro repórter, acrescentando que o Brasil é "um país muito importante, um ótimo país, as pessoas do Brasil são fantásticas" e que a eleição é "muito importante". Essa postura difere da adotada em outras disputas latino‑americanas, como na Colômbia, onde o ex‑presidente manifestou apoio ao então presidente Abelardo de la Espriella.
Na última semana, congressistas norte‑americanos enviaram ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, uma carta acusando a administração Trump de tentar interferir no pleito brasileiro. Senadores também apresentaram outra carta a Rubio exigindo garantias de que Washington aceitará o resultado das eleições, expressando "preocupação com ações do governo que ameaçam nossa aliança estratégica com o Brasil" e apontando suposta interferência.
O documento senatorial cita como indícios a nomeação de Darren Beattie, político de extrema direita e crítico de Luiz Inácio Lula da Silva, como assessor sênior para questões relacionadas ao Brasil no Departamento de Estado, e a aplicação de novas tarifas extras após uma investigação iniciada, segundo relatos, por determinação do presidente Trump.
Em agosto, o Departamento de Estado dos EUA declarou ao G1 que respeitará "qualquer governo" eleito no Brasil em outubro e negou possuir plano para impedir a reeleição de Lula. Mesmo assim, o governo brasileiro teria erguido uma "barreira" para bloquear eventuais tentativas de interferência, de acordo com reportagem do The New York Times baseada em fontes de Brasília.
A estratégia brasileira inclui buscar apoio de países da Europa e da Ásia, monitorar lobbies estrangeiros dentro do território nacional e combater informações falsas sobre suposta fraude eleitoral.
Com informacoes de G1.

