Transmissão da Mpox no Rio: como ocorre e medidas de prevenção

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 31/10/2026 06:30
Transmissão da Mpox no Rio: como ocorre e medidas de prevenção

Foto: via O GLOBO

O número de casos de Mpox no Estado do Rio de Janeiro chegou a 211 pacientes, ultrapassando os 119 registrados no ano de 2025, segundo dados de vigilância sanitária.

A transmissão do vírus pode iniciar de 1 a 4 dias antes do surgimento das lesões cutâneas, que se manifestam como febre, dores no corpo ou mal‑estar; o risco permanece até que todas as crostas caiam e a nova camada de pele se forme completamente.

Os principais caminhos de transmissão são: contato direto ao tocar nas lesões, bolhas, pústulas ou crostas de pessoa infectada; contato com fluidos corporais como saliva, secreções respiratórias ou fluidos genitais durante atos sexuais ou beijos; e via respiratória, por meio de contato próximo, prolongado e face a face, com gotículas respiratórias.

As autoridades de saúde recomendam: evitar contato físico direto com lesões na pele ou mucosas de suspeitos ou confirmados; evitar relações sexuais ou contato íntimo na presença de sinais suspeitos até avaliação médica; procurar unidade de saúde ao notar lesões suspeitas, especialmente nas áreas genital, anal, oral ou outras, com ou sem febre e linfonodos aumentados; seguir isolamento e acompanhamento médico até a cicatrização completa das lesões; buscar informações sobre vacinação contra Mpox disponibilizada pelo SUS para grupos específicos conforme recomendações do Ministério da Saúde; usar máscara cirúrgica em ambientes fechados ou ao conviver com outras pessoas; higienizar pisos e superfícies com água sanitária; manter as feridas cobertas quando houver contato com outras pessoas; utilizar banheiro único por último e limpar o ambiente após o uso; manter os cuidados por, no mínimo, 21 dias ou até a queda das crostas; retornar ao serviço de saúde caso as lesões piorem.

Existe vacina contra a Mpox, porém as doses estão escassas no SUS. O imunizante utilizado é o MVA‑BN, composto por vírus vivo enfraquecido que não se reproduz nas células humanas; o esquema padrão prevê duas doses subcutâneas no ombro, com intervalo de 28 dias (quatro semanas) entre elas. Até o momento, poucas vacinas foram recebidas e a maior parte da população de risco ainda não foi imunizada.

Em vídeo publicado nas redes sociais, o deputado federal Daniel Soranz, ex‑secretário municipal de saúde, afirmou que a doença tem diagnóstico fácil, mas que o vírus da Mpox está circulando com maior intensidade no Rio de Janeiro, ressaltando a necessidade de medidas de prevenção.

A infectologista Marcia Rachid, pioneira no enfrentamento da AIDS na década de 1980, vem alertando para a alta de casos de Mpox, destacando o risco especial para a população que convive com o HIV.

Com informacoes de O GLOBO.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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