Torcida petista por Alexandre de Moraes pode custar a eleição de Lula, alerta coluna
A recente comemoração de um bate-boca no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) foi interpretada como sinal de que a base aliada da esquerda não está atenta à gravidade das denúncias contra o ministro Alexandre de Moraes, segundo análise publicada.
De acordo com pesquisa da consultoria Quaest, a corrupção voltou a ser a segunda maior preocupação dos brasileiros, ficando atrás apenas da segurança pública, o que abre espaço para críticas ao suposto tráfico de influência dentro do STF.
No imaginário de eleitores sem afinidades partidárias, a percepção de credibilidade do STF pode mudar, impulsionando parte do eleitorado rumo à extrema‑direita caso não reconheça indignação semelhante à que sente em relação ao governo.
O tema dominou conversas de taxistas, faxineiras, mesas de bar e grupos de WhatsApp na terça‑feira (15), mesmo com a campanha eleitoral ainda em fase inicial, indicando que o assunto pode “desabar sobre as urnas”.
Embora o timing das ações do ministro da Justiça André Mendonça seja visto como tentativa de interferência na disputa, a coluna argumenta que a responsabilidade recairá sobre Lula por não posicionar-se de forma firme para que Moraes seja investigado.
O presidente não aparece implicado em nenhuma denúncia, mas a coluna destaca que seu filho tem sido mencionado em investigações, e que o pedido de vista feito por Flávio Dino, ministro ideologicamente à esquerda, pode intensificar a pressão nas ruas e “envenenar” a campanha petista.
Em referência a declarações do ministro Gilmar Mendes, a análise afirma que “até a máfia tem ética”, contrastando com o STF, que teria abandonado princípios republicanos, códigos de honra e limites bem delineados de atuação.
A crise, segundo a coluna, evidencia não só o esfacelamento institucional, mas também a incapacidade da base aliada de compreender o humor popular, enquanto a esquerda insiste em defender um ministro “enrolado em maracutaias até o pescoço”, sem perceber que será cobrada nas urnas.
Ao final, a coluna menciona “Vorcaro, o sugar daddy dos Três Poderes Flávio”, reforçando a crítica ao cenário político atual.
Com informacoes de Folha de S.Paulo.

