Testemunha relata quebra de vidro por bombeiro antes de disparos que mataram estudante em Taubaté

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 01/10/2026 14:20
Testemunha relata quebra de vidro por bombeiro antes de disparos que mataram estudante em Taubaté

Foto: via G1

Na quarta‑feira (30), um estudante de Medicina de 23 anos, Bruno Hashimura San Julano, foi morto a tiros em uma via da Avenida do Povo, em Taubaté, após um confronto com o bombeiro militar Marcos Paulo Fujarra de Oliveira.

Segundo depoimento colhido pela polícia, a testemunha, que se encontrava parada no semáforo próximo ao local, viu o bombeiro descer do Jeep Renegade, gritar em direção ao carro de Bruno e, em seguida, aplicar três cotoveladas no vidro, conseguindo quebrá‑lo antes dos disparos.

A mesma testemunha afirmou que o estudante permaneceu o tempo todo dentro do veículo, com os vidros fechados, sem sair do carro, sem discutir e sem se projetar para fora, observando a cena pela janela do passageiro e pelo para‑brisa do seu próprio carro devido à proximidade entre os veículos.

A defesa, representada pelo advogado Cláudio Rodrigues, sustenta que Marcos Paulo saiu de Caçapava por volta das 7h, acompanhado da esposa e do filho febril, a caminho de Taubaté para atendimento médico. Conforme a versão da defesa, um Chevrolet Prisma se aproximou do carro da família, a esposa ouviu o motorista gritar e viu um objeto que parecia ser uma arma, solicitando que o marido acelerasse, alegando se tratar de assalto.

De acordo com a mesma versão, o bombeiro, ao identificar-se como policial, desceu do veículo armado, exigiu que o motorista do Chevrolet Prisma saísse do carro e, quando este não obedeceu, o vidro foi quebrado. O advogado afirma ainda que o condutor avançou contra o bombeiro com um objeto que posteriormente foi identificado como uma faca, caracterizando uma grave ameaça.

Rodrigues afirma que, diante da tentativa de ataque, Marcos Paulo efetuou aproximadamente três disparos para conter a ameaça, alegando legítima defesa.

Na manhã de quinta‑feira (1º), Marcos Paulo foi submetido a audiência de custódia, na qual recebeu liberdade provisória concedida pela Justiça. Ainda na mesma manhã, o corpo de Bruno Hashimura foi velado em Jacareí.

O caso tem sido amplamente coberto pela mídia local, com destaque para a divergência entre o relato da testemunha protegida e a versão apresentada pela defesa do acusado.

Com informacoes de G1.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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