Tenente-coronel da PM da Bahia é preso sob acusação de encobrir milícia; recebia salário de R$ 20,862,18

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 09/10/2026 02:20
Tenente-coronel da PM da Bahia é preso sob acusação de encobrir milícia; recebia salário de R$ 20,862,18

Foto: via G1

O tenente‑coronel Luiz Augusto Normanha de Carvalho, integrante da Polícia Militar da Bahia, foi preso nesta quarta‑feira, dia 7, sob a acusação de encobrir atividades de uma milícia armada que atuava no oeste baiano.

Durante o período em que ocupou a direção do Colégio da Polícia Militar de Bom Jesus da Lapa, no oeste da Bahia, o oficial percebia um salário líquido de R$ 20.862,18, conforme dados do Portal da Transparência do Governo da Bahia.

Carvalho exerceu a chefia do colégio até setembro de 2025, quando foi exonerado do cargo após ser alvo de outra investigação policial. Na ocasião, chegou a ser detido por posse ilegal de arma, mas recebeu liberdade no dia seguinte e permaneceu na corporação como tenente‑coronel.

Além da direção do colégio, o militar comandou a 30ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) de Santa Maria da Vitória até 2023, unidade que presta serviços a municípios do oeste baiano, região onde o Ministério Público da Bahia (MP‑BA) aponta a atuação da milícia investigada.

Segundo a denúncia do MP‑BA, o tenente‑coronel teria recebido, ao longo de vários meses, a soma de R$ 286 mil de um sargento da reserva apontado como chefe da milícia armada que operava na região de Correntina. Os pagamentos eram regulares, chegando a cerca de R$ 15 mil por mês, e incluíam auxílio para despesas pessoais, como boletos de faculdade da filha do policial.

O Ministério Público afirma que o dinheiro foi destinado a garantir que o policial deixasse de combater as ações do grupo, que prestava serviços de segurança a fazendeiros envolvidos em conflitos fundiários. A milícia teria atuado por mais de dez anos, utilizando a violência para ameaçar e expulsar comunidades tradicionais de suas terras.

A acusação também indica que Carvalho não apenas recebeu os recursos, mas participou da estrutura da quadrilha, ajudando na definição de escalas de vigilantes armados e usando sua influência para favorecer a contratação irregular de serviços de segurança armada por um fazendeiro local.

Com informacoes de G1.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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