Tarifaço dos EUA: Brasil avalia respostas à taxa adicional de 25% sobre exportações
A tarifa adicional de 25% dos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros exportados ao país entrou em vigor nesta quarta-feira (22), afetando cerca de 3 mil itens, incluindo etanol, máquinas agrícolas e papel. No entanto, produtos estratégicos para os EUA, como carne e café, ficaram de fora da medida.
Essa não é a primeira vez que o Brasil enfrenta um tarifaço dos EUA, e como já mostramos anteriormente, o agronegócio brasileiro tem buscado novos mercados após a aplicação de tarifa adicional de 25% pelos EUA. Agora, o governo brasileiro está avaliando respostas práticas à tarifa adicional, considerando a Lei da Reciprocidade Econômica.
A medida foi anunciada após uma investigação do governo Donald Trump concluir que o Brasil adota práticas que 'oneram ou restringem' o comércio com os EUA, incluindo o sistema de pagamentos PIX e a regulação de plataformas digitais. O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, afirmou que o novo tarifaço atingirá 18% das exportações brasileiras para os EUA, o equivalente a US$ 7,4 bilhões (R$ 37,6 bilhões).
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) estima que o tarifaço afetará R$ 4,6 bilhões por ano em exportações, o equivalente a 36,5% das vendas do setor aos EUA. No entanto, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a medida não terá impacto sobre 'a economia do país como um todo'.
O governo brasileiro ainda não anunciou respostas concretas com base na Lei da Reciprocidade Econômica, aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada por Lula em 2025. Especialistas avaliam que a reação do governo brasileiro não deve vir tão cedo, e que a gestão Lula deve manter um tom político duro, mas preservar o diálogo técnico e adotar cautela nas ações práticas.
Thiago de Aragão, CEO da Arko Internacional, aponta três caminhos possíveis para o Brasil lidar com o tarifaço: negociação técnica, item por item; uso cauteloso da Lei da Reciprocidade Econômica; e manutenção do diálogo diplomático. A via diplomática ou o uso cauteloso da Lei da Reciprocidade Econômica, sem uma escalada das tensões, seguem como os principais caminhos para o governo.
Com informacoes de G1 Agronegócios.

