Relação Brasil-EUA: Tarifas e Geopolítica Mineral na Era Trump

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 22/07/2026 06:00
Relação Brasil-EUA: Tarifas e Geopolítica Mineral na Era Trump

Foto: via O GLOBO

A relação comercial entre Brasil e EUA é complexa e tem sido marcada pelo uso de tarifas como ferramenta política. O Brasil é fortemente afetado por tarifas americanas, apesar de não ser uma ameaça econômica para os EUA. O país é o segundo mais penalizado por tarifas, depois da China, quando se considera a tarifa média aplicada aos países.

A justificativa dada pelo governo americano para a nova rodada de tarifa foi a concorrência desleal, em várias frentes. Algumas são de negociação improvável, como é o caso do Pix, enquanto a questão do desmatamento não corresponde ao quadro atual de sua redução. Também foi dado destaque ao etanol, principalmente porque a cota de isenção tarifária expirou em 2020 e as alíquotas foram ajustadas após uma queda transitória em 2022.

A competição tecnológica com a China tornou-se consenso em Washington, sendo uma agenda seguida também pelo governo Joe Biden. A estratégia americana dos últimos anos revela uma política consistente de fortalecimento das cadeias consideradas críticas, com o objetivo de reduzir vulnerabilidades estratégicas e garantir acesso privilegiado aos insumos associados às novas tecnologias.

O Brasil, por sua vez, reúne uma das maiores reservas mundiais de minerais críticos e terras-raras, e em muitos casos em escala suficiente para se tornar um fornecedor relevante às cadeias globais. As investidas contra o País provavelmente refletem também uma agenda mais ampla, com destaque para a segurança nacional, e não exatamente uma política comercial convencional.

Com informacoes de O GLOBO.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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